Itália identifica autor de ataque hacker reivindicado pelo Anonymous

Ação do dia 14 de novembro foi minimizada por chefe da Polícia

Grupo Anonymous afirmou ter roubados dados da Itália e da União Europeia
Grupo Anonymous afirmou ter roubados dados da Itália e da União Europeia (foto: EPA)
11:17, 16 NovPALERMO ZGT

(ANSA) - O chefe da Polícia de Estado da Itália, Franco Gabrielli, informou nesta quinta-feira (16) que as autoridades já identificaram o autor de um ataque hacker cometido há dois dias e reivindicado pelo grupo Anonymous.

"Podemos dizer que intervimos rapidamente e nós individualizamos quem tinha invadido, então quem invadiu agora é muito pouco anônimo", ironizou Gabrielli durante sua participação em um evento na cidade de Palermo.

De acordo com o chefe da Polícia, apesar do alarde feito pelo grupo, a invasão acabou subtraindo poucos documentos.

"Há a tentativa de sempre representar a coisa de maneira um pouco grandiosa porque, na verdade, isso dá mais notícia. Fala-se em ataque à Viminale [Ministério do Interior], ataque ao Palácio Chigi [sede do governo], da segurança cibernética do país. Na realidade, estamos falando de duas caixas de correio eletrônico de duas pessoas, uma no Ministério da Defesa e outra da Polícia de Estado", disse aos jornalistas.

Gabrielli ainda afirmou que "não está em discussão a segurança do Estado" e que, apesar de "haver problemas", a questão é "muito circunscrita e definida".

No dia 14, o Anonymous divulgou que havia conseguido inúmeros documentos pessoais, ordens de serviço e dados de segurança de funcionários de várias pastas do governo e da polícia italiana. Também tinha obtido dados de instituições da União Europeia.

Além disso, haveria informações sobre os parentes dos agentes públicos.

Entre os documentos que estavam nas mãos dos hackers, estava o esquema de segurança montado para a visita do primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, à cidade de Bolonha.

O Anonymous usou a documentação para acusar o governo de ser "corruptor da democracia" e de ter "traído os valores" do país.

Até o momento, as autoridades não tinham se manifestado sobre o caso. (ANSA)

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