Hackers roubaram dados de 57 milhões de usuários do Uber

Empresa acobertou vazamento e pagou para contornar 'problema'

Hackers roubaram dados de 57 milhões de usuários do Uber
Hackers roubaram dados de 57 milhões de usuários do Uber (foto: ANSA)
21:22, 22 NovWASHINGTON ZGT

(ANSA) - O aplicativo de transporte Uber informou no fim da noite desta terça-feira (21) que foi vítima de um roubo de dados de 57 milhões de usuários em outubro de 2016.

Destes, sete milhões são referentes às informações de motoristas do aplicativo. O procurador de Nova York, Eric Schneiderman, abriu nesta quarta-feira (22) uma investigação sobre o caso.

A notícia foi confirmada em uma nota divulgada pelo novo CEO da companhia, Dara Khosrowshahi, que afirmou que soube desse ataque hacker apenas "recentemente".

"Nossos especialistas forenses não encontraram evidências de que históricos de localização de viagens, números de cartão de crédito, números de contas bancárias, números do Seguro Social ou datas de nascimento tenham sido baixadas", explicou o executivo.

Ele ainda afirmou que, como líder do Uber, é sua responsabilidade ter uma empresa da qual "todos possam se orgulhar" e que, para isso, "precisamos ser honestos e transparentes enquanto trabalhamos para corrigir nossos erros no passado".

De acordo com a mídia norte-americana, o mais grave da situação é que, além de não comunicar rapidamente o roubo das informações, o Uber pagou US$ 100 mil para os hackers autores do crime não o divulgarem. Segundo o diário "The Wall Street Journal", a empresa demitiu os responsáveis por seu departamento de segurança, Joe Sullivan e Craig Clark.

Khosrowshahi assumiu o aplicativo após uma série de acusações contra seu antecessor, Travis Kalanick. O então líder do Uber era acusado desde assédio sexual contra funcionárias até fraude em inspeções de agências reguladoras e roubo de propriedade intelectual. (ANSA)

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