Origem de quase 200 mil asteroides é descoberta

Segundo cientistas, corpos são fragmentos de planetas antigos

Representação artística de asteroide
Representação artística de asteroide (foto: Ansa)
17:22, 02 JulROMA ZLR

(ANSA) - Grande parte dos asteroides que se encontram entre Marte e Júpiter (no cinturão de asteroides) é de fragmentos de cinco ou seis planetas antigos, que foram dissolvidos quando o Sistema Solar estava no começo de sua formação.

Ao menos é o que indica uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Flórida e publicada na revista científica "Nature Astronomy", nesta segunda-feira (2).

Segundo o relatório, 85% dos 200 mil asteroides que orbitam entre os planetas mencionados tiveram sua origem em planetesimais, considerados "precursores" dos planetas que giram em torno do Sol - e os outros 15% podem pertencer ao mesmo grupo de corpos rochosos.

De acordo com Stanley Dermott, responsável pela pesquisa, ela é importante para entender a história e os materiais que formaram os asteroides, mas também para ajudar a proteger a Terra de meteoritos, ou seja, pedaços de corpos extraterrestres como asteroides, planetas e cometas.

"Esses corpos largos 'correm' próximos à Terra, então claro que estamos muito preocupados com quantos destes existem e que tipo de material eles contêm", explicou Dermott. "Se algum dia um deles cair na Terra, e nós queremos evitar isso, precisamos saber mais sobre sua natureza", acrescentou.

A pesquisa também demonstrou que o tipo de órbita de um asteroide depende das suas dimensões, o que sugere que "as diferenças vistas nos meteoritos encontrados na superfície da Terra dependem das mudanças evolutivas verificadas nestes planetas que existiram mais de 4 bilhões de anos atrás".

"Não ficarei surpreso se pudermos identificar as origens de todos os asteroides, não somente no centro do cinturão de asteroides. Conhecer a evolução dos corpos que formaram o nosso Sistema Solar pode nos ajudar a responder perguntas sobre como podem existir planetas como o nosso no universo", finalizou Dermott. (ANSA)

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