Salão de Paris; cortes às emissões, não às emoções

É possível reduzir poluição sem renunciar ao prazer de dirigir

Salão abrirá para o público no próximo dia 4.
Salão abrirá para o público no próximo dia 4. (foto: ANSA)
17:29, 02 OutPARIS ZFD

(ANSA) - Por Andrea Salvini - O definiram como salão da transição, em alusão à passagem da motorização tradicional para a eletrificada (defendida por muitos, exceto pelos consumidores, que têm orçamentos cada vez mais apertados).Também continuam a chamá-lo de "Mundial do Automóvel", ainda que o mundo das quatro rodas esteja presente em dimensão reduzidas, após um longo elenco de desistências.

O Salão do Automóvel de Paris, que abrirá para o público no dia 4 de outubro, parece ser, sobretudo, um ponto de partida para uma reflexão sobre como será a mobilidade do futuro e sobre aquela que pode ser a solução próxima e factível para reduzir o caos das ruas das grandes metrópoles (a verdadeira e grave causa da poluição), além de diminuir as emissões ligadas ao trânsito.

Assim, chegando à área expositiva de Porte de Versailles, após uma interminável fila de carros, furgões e até mesmo caminhões de grande porte, o que parece ser uma situação normal na capital francesa, descobre-se em uma pesquisa, encomendada pela Mondial L'Automobile ao instituto de pesquisa CSA, que somente 11% dos franceses estão dispostos a abandonar o próprio carro nos próximos anos e que 23% imaginam para o futuro uma combinação entre várias modalidades de transporte. 45% dos franceses afirmaram não ter a intenção de não renunciar à mobilidade individual e ao próprio carro.

À sombra da Torre Eiffel, portanto, os carros particulares parecem ter um futuro assegurado ao menos até 2028-2030, embora tenham de se adaptar com importantes evoluções tecnológicas (89% dos franceses pedem por elas), e também tenham de solucionar muitas dúvidas sobre condução autônoma (44% não sabem bem do que se trata).

É interessante confrontar as ofertas que as marcas presentes no salão fazem no que se refere a novos modelos e serviços, tendo em vista os desejos expressos na pesquisa da CSA. Em primeiro lugar na preferência dos clientes, está a economia de combustível (38%), seguida pelas emissões de poluentes mais baixas (28%), e pela maior segurança (23%). A conexão com a internet vem somente cem quarto lugar (10%), seguida pelos sistemas de condução autônoma (9%) e pelos serviços de mobilidade (6%). Da pesquisa, resulta também que 33% dos franceses continuam a atribuir uma grande importância ao "prazer de dirigir" e à posse de um belo carro.

Ao olhar ao redor - mesmo com a pouca quantidade de novidades presentes - é possível perceber que, provavelmente, o Salão nos dará algumas surpresas. Os fabricantes (comportando-se como ambientalistas) continuam a pensar, a desenhar e a realizar modelos potentes e capazes de dar prazer. A despeito daqueles que pensam que a única missão da indústria das quatro rodas seja a de cortar as emissões de CO². (ANSA)

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