MIT premia italiana jovem pela 1ª vez desde 1999

Curativo utiliza raios solares para acelerar regeneração da pele

MIT premia italiana jovem pela 1ª vez desde 1999
MIT premia italiana jovem pela 1ª vez desde 1999 (foto: Ansa)
14:19, 07 NovROMA ZLR

(ANSA) - Pela primeira vez desde 1999, uma italiana está entre os 35 jovens inovadores selecionados pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) como os mais promissores de toda a Europa.
   

Francesca Santoro, de 32 anos, sempre se sensibilizou com as mulheres vítimas de abuso que sofriam com machucados na pele e decidiu desenvolver um projeto que as ajudasse. A pesquisadora, que trabalha no Instituto Italiano de Tecnologia (IIT), em Nápoles, criou um curativo adesivo fotovoltaico que regenera a pele, acelerando o processo de cura com a ajuda de raios solares.
   

Graças a esse estudo, ela recebeu o "MIT Innovators Under35 Europe", da revista "Technology Review", que premia anualmente os criadores com menos de 35 anos que tenham apresentado os projetos mais transformadores na Europa.
   

"Receber esse prêmio é um sonho de todos os pesquisadores", disse Santoro à ANSA. "Estou muito emocionada, e ser a primeira italiana a recebê-lo me faz sentir ainda mais orgulhosa", continuou.

Segundo ela, esse reconhecimento demonstra que "é possível fazer boa pesquisa na Itália e é uma ocasião para dar ênfase às pessoas que voltam e não falar somente de cérebros em fuga".

Nascida em Nápoles e formada na Universidade Federico II em engenharia biomédica, a pesquisadora trabalhou três anos na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e voltou para a Itália em julho do ano passado para trabalhar no IIT, onde coordena um grupo internacional que pesquisa o campo bioeletrônico.
   

Desses estudos, nasceu a ideia do curativo fotovoltaico 3D, um dispositivo descartável, econômico e flexível que estimula a regeneração das áreas lesionadas, acelerando a cura das feridas.
   

"É um projeto nascido para demonstrar que é possível usar a conversão de raios solares em energia para acelerar a recuperação da pele, sobretudo de queimaduras", explicou Santoro. (ANSA)

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