Aplicativo substitui 'botão do pânico' para mulheres

'Security Care' é voltado para pessoas com medidas protetivas

Manifestação pelo Dia Internacional da Mulher, em São Paulo
Manifestação pelo Dia Internacional da Mulher, em São Paulo (foto: ANSA)
20:06, 28 MaiSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Um novo aplicativo apresentado recentemente pode funcionar como alternativa aos "botões do pânico" usados em casos de violência contra a mulher.

O app, chamado "Security Care" e desenvolvido por uma empresa homônima, funciona como uma espécie de "tornozeleira digital" para garantir a segurança de pessoas que recorreram a medidas protetivas contra a violência de gênero.

Funciona assim: tanto a vítima quanto o agressor, por determinação judicial, instalam o aplicativo em seus celulares. Se o homem chegar a uma distância de 500 metros da mulher, ela receberá um alerta, assim como cinco pessoas cadastradas em uma "rede de proteção" e as autoridades responsáveis.

"Se a mulher é vítima de agressão, ela vai para medida socioprotetiva junto com o agressor. Ela ganha de presente o botão do pânico, mas o agressor mata e não quer nem saber", diz Edson Pinheiro, relações públicas da Security Care, que apresentou o app durante a última edição da feira internacional de segurança Exposec, organizada pela Cipa Fiera Milano, em São Paulo, entre os dias 21 e 23 de maio.

Segundo ele, já houve audiências no Ministério da Justiça e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para implantar o aplicativo no combate à violência de gênero no país. "O delegado ou juiz pode determinar que o agressor use o aplicativo, como uma tornozeleira eletrônica. Existe uma série de recursos que as autoridades constituídas podem absorver e colocar em prática", acrescenta Pinheiro.

De acordo com ele, o Security Care também alerta a mulher, as pessoas em sua rede de proteção e as autoridades quando o agressor desliga o celular ou desativa o GPS. Além disso, conta com reconhecimento facial para que o homem tire "selfies" diárias para comprovar que não largou o smartphone. (ANSA)

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