Cientistas descobrem 14 mutações do novo coronavírus

Batizada de D614G, mutação se espalha mais facilmente pelo mundo

Batizada de D614G, mutação se espalha mais facilmente pelo mundo
Batizada de D614G, mutação se espalha mais facilmente pelo mundo (foto: ANSA)
19:47, 07 MaiROMA ZCC

(ANSA) - Um grupo de pesquisadores do Laboratório Nacional Los Alamos, pertencente ao governo dos Estados Unidos, identificou 14 mutações do novo coronavírus (Sars-CoV-2), sendo que uma delas, batizada como D614G, se tornou dominante em várias partes do mundo, inclusive na Itália, e se mostra mais contagiosa do que a original que circulou em Wuhan, na China.

A pesquisa, publicada no site bioRxiv, revela que os 14 tipos de mutações foram localizados na proteína spike, responsável pela entrada do vírus nas células, das quais a D614G é motivo de "preocupação urgente" pelos cientistas.

O estudo, liderado por David Montefiori, descobriu que essa mutação está presente na cepa mais comum na Europa e é capaz de provocar uma segunda infecção nos pacientes.

Segundo o pesquisador do hospital Sacco em Milão, Gianguglielmo Zehender, que sequenciou o genoma do vírus na Itália, o Sars-CoV-2, como todos os vírus de RNA, muda. Os efeitos dessas mudanças, no entanto, ainda não foram demonstrados.

A maior preocupação, de acordo com o grupo, é o possível impacto dessa - e de outras mutações - no desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra a Covid-19. Atualmente, mais de 100 vacinas estão em fase de desenvolvimento e, na maioria das vezes, os pesquisadores partem do pressuposto que o coronavírus não sofreu e nem sofrerá grandes mutações.

"Poderia ter sido essa mutação que agilizou a disseminação do vírus no mundo e seria arriscado ignorar essas mudanças que podem limitar a eficácia das primeiras vacinas que chegarão", explicaram os cientistas. (ANSA)

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