Projeto Fashion Revolution luta pela moda sustentável

Eventos foram realizados na última semana em diversos países

'Rana Plaza Couture', de Mimmi Moretti (foto: Mimmi Moretti)
18:54, 25 AbrROMA

(ANSA) - Três anos após a tragédia no Rana Plaza, em Dacca, Bangladesh, que deixou ao menos 1.113 pessoas mortas, a campanha #whomademyclothes ("Quem fez minhas roupas", em livre tradução do português), promovida pelo projeto Fashion Revolution, vem ganhando força em todo o mundo.

Em 24 de abril de 2013, centenas de pessoas morreram e mais de 2.500 ficaram feridas no desmoronamento do edifício que abrigava oficinas de costureiras e outros funcionários do setor da moda, que trabalhavam em condições desumanas e por salários pequenos, para sustentar o mercado do "fast fashion".
   

   
Anualmente, neste dia o projeto Fashion Revolution, além de questionar os rumos da moda, também levanta temas como o excesso de consumo, promovendo a troca de roupas, a compra de peças já usada ou até mesmo a criação própria (DIY).
   
O movimento ainda convida as pessoas a realizar diversas atividades, como usar uma peça de roupa ao contrário, evidenciando sua etiqueta, fotografar a cena e mostrar nas redes sociais com a hashtag #whomademyclothes.
   
Segundo eles, saber quem fez suas roupas ajuda a humanizar o processo de produção.
   
A campanha acredita que a indústria da moda pode valorizar pessoas, o meio ambiente, a criatividade e os lucros em igual medida. "E é a responsabilidade de todos assegurar que isso aconteça", dizem os organizadores.
   
Na terceira edição do evento, realizada entre 16 e 24 de abril, mais de 80 países celebraram a data. No Brasil, diversas cidades abrigaram eventos pedindo uma indústria mais justa e igualitária. (ANSA)

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