Grécia apresenta proposta de reformas para eurogrupo

Atenas prometeu luta contra evasão e redução de ministérios

Dijsselbloem e Yanis Varoufakis debatem acordo (foto: EPA)
12:37, 24 FevBRUXELAS ZBF

(ANSA) - O Eurogrupo aprovou a lista de reformas apresentadas pela Grécia para a extensão do empréstimo financeiro ao país.

 

"A lista, suficientemente completa, é um bom ponto de partida para completar a revisão e estamos dando a liberação para os procedimentos nacionais para atingir uma decisão final sobre a extensão de quatro meses do atual acordo", afirmou em nota a entidade.

 

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, considerou a proposta grega "um válido ponto de partida", mas destacou que "em vários setores" faltam reafirmações sobre as reformas previstas no pacto inicial - em especial na reforma trabalhista e sobre as privatizações.

 

A lista de reformas

 

A Grécia apresentou, na noite de ontem (23), uma lista com reformas internas que preveem cortes de despesas públicas, redução de ministérios e medidas contra evasão e fraude fiscal. A proposta era uma exigência do Eurogrupo para conceder uma extensão de quatro meses ao empréstimo a Atenas.

 

De acordo com fontes da Comissão Europeia, o texto chegou "durante a noite, mas em tempo", já que o prazo para a entrega da proposta terminava à meia noite de segunda-feira.

 

Segundo a ANSA apurou, a lista de propostas grega contém apenas duas medidas sociais que visam a afrontar a crise que atinge a população do país: entrega de vale-refeição e fornecimento de energia e saúde para as pessoas mais necessitadas.

 

"A luta contra a crise humanitária não terá efeitos negativos nas nossas contas", garantiu o novo governo grego que, desde que assumiu o poder, em janeiro, tem criticado as medidas de austeridade impostas pela UE e defendido o povo.

 

Sobre um possível aumento do salário mínimo, a Grécia prometeu "consultar as instituições europeias" antes de tomar qualquer decisão.

 

A proposta grega prevê medidas mais concretas contra fraudes e evasões fiscais. O país também reduzirá de 16 para 10 o número de ministérios e fará cortes de benefícios de ministros e parlamentares.

 

"Haverá uma revisão dos gastos de cada área pública para racionalizar o sistema", garantiu Atenas.

 

O Eurogrupo, por sua vez, considerou a lista "suficientemente completa para ser um ponto de partida válido para uma conclusão positiva da revisão do programa" de empréstimo. "O país está encorajado a combater a evasão fiscal e a corrupção", ressaltou a UE.

 

"O governo grego está levando muito a sério as reformas. Devemos ver o quanto se pode fazer daquilo que se quer. Porém, é preciso uma cooperação, e não uma decisão unilateral", disse o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, ao Parlamento Europeu. "Não será fácil, pois a lista de propostas é apenas uma indicação, e não um novo Memorandum ou contrato". (ANSA)

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