'Fundo do poço fica em 2016', diz diretor da FCA

Sérgio Ferreira acredita em 2017 melhor para setor automotivo

Para 2017, grupo FCA pretende 'reposicionar' marca Fiat com lançamento de dois novos modelos
Para 2017, grupo FCA pretende 'reposicionar' marca Fiat com lançamento de dois novos modelos (foto: ANSA)
16:52, 15 DezSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O diretor comercial da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para o Brasil, Sérgio Ferreira, afirmou nesta quinta-feira (16) que o fundo do poço para o setor automotivo ficou em 2016 e que o ano que vem já deve trazer sinais de melhora.

Em encontro com a imprensa em São Paulo, o executivo lembrou que o segmento retrocedeu ao patamar de vendas registrado em 2006 e deve fechar o ano com cerca de 2 milhões de veículos comercializados. "Perdemos uma década em um ano", disse.

No entanto, Ferreira destacou que 2017 já pode ter até um modesto crescimento, ainda que na casa de um dígito. "O fundo do poço fica em 2016. 2017 não vai ser pior", salientou. Segundo o diretor comercial, o objetivo da FCA é manter um crescimento sustentável e, consequentemente, segurar a liderança do mercado.

No ano que vem, o grupo pretende lançar dois produtos totalmente novos, que devem levar a um "reposicionamento" da marca Fiat. Em 2016, o grupo colocou nas lojas a picape Toro, o compacto Mobi, a nova versão do Uno - todos estes da montadora italiana - e o SUV Compass, da Jeep.

Esse último segmento, aliás, é uma das apostas da FCA. Os SUVs já representam 14,9% do mercado automotivo brasileiro, mas, de acordo com Ferreira, têm potencial para ultrapassar os 20%, que é a média mundial.

"Em um cenário conservador, nós [FCA] devemos crescer. Teremos um ano cheio de lançamentos. Com o Toro, tivemos nove, 10 meses de venda em 2016. Vamos ter 12. Com o Mobi, tivemos sete, oito. O Compass, lançamos agora. Também estamos presentes nos segmentos de maior crescimento: de picapes, principalmente com a Fiat, e de SUVs, com a Jeep", destacou o diretor comercial.

Além disso, se o mercado como um todo se recuperar, o nicho de compactos, o mais atingido pela crise, também iniciaria sua retomada. "Imaginamos um mercado muito parecido com o deste ano em termos de tamanho. Não vai ser pior do que este ano, nisso acreditamos", completou. (ANSA)

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