Em meio a crise, Montezemolo deixará presidência da Alitalia

Saída será confirmada logo após aprovação de plano industrial

Luca di Montezemolo preside a Alitalia desde novembro de 2014
Luca di Montezemolo preside a Alitalia desde novembro de 2014 (foto: ANSA)
14:38, 14 MarROMA ZLR

(ANSA) - O presidente da Alitalia, Luca Cordero di Montezemolo, deixará o cargo, que ocupa desde novembro de 2014, assim que for aprovado o novo plano industrial da maior companhia aérea da Itália.

Contudo, segundo apuração da ANSA, o executivo deve permanecer no posto de chefe do conselho de administração da sociedade, que se reunirá nesta quarta-feira (15) para deliberar sobre seu programa de investimentos.

O objetivo do plano industrial é tirar a Alitalia de uma nova crise financeira, após a companhia ter fechado 2016 com prejuízo de 400 milhões de euros, de acordo com estimativa do jornal econômico "Il Sole 24 Ore".

Esse resultado seria fruto de sua estratégia de apostar em rotas de curta e média distância - menos lucrativas -, deixando de lado os trechos mais longos. Além disso, a Alitalia não possui alianças com outras grandes companhias aéreas europeias, o que dificulta a competição internacional contra grupos como Air France-KLM e Lufthansa.

Privatizada em 2006, a Alitalia é comandada atualmente pela holding Compagnia Aerea Italiana (CAI), que detém 51% de seu capital, e pela empresa árabe Etihad Airways, dona dos 49% restantes. A segunda principal acionista da CAI é a empresa pública de correios Poste Italiane, com quase 19,48% de participação na holding, atrás apenas do banco privado Intesa Sanpaolo (20,59%).

Em 2009, a Alitalia esteve para ser vendida para o grupo franco-holandês Air France-KLM, mas a operação foi bloqueada pelo então primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que reuniu um pool de empresas italianas - a CAI - para comprá-la. Contudo, nos anos seguintes, as firmas em questão não foram capazes de realizar os investimentos para levantar a companhia aérea.

Entre 2013 e 2014, a Alitalia ficou à beira da falência, mas foi salva por uma injeção de capital da Etihad, que passou a ter 49% de suas ações e prometeu recuperá-la. Segundo dados da Entidade Nacional para a Aviação Civil (Enac), a empresa transportou cerca de 23,1 milhões de passageiros em 2016, perdendo apenas para a companhia irlandesa de baixo custo Ryanair, com 32,6 milhões. (ANSA)

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