BTG Pactual cobra indenização de empresa italiana por BSI

Segundo banco brasileiro, Generali teria violado garantias

André Esteves agora é 'sócio sênior' do BTG Pactual (foto: EPA)
14:27, 16 MarMILÃO ZLR

(ANSA) - A Generali, principal companhia de seguros da Itália, recebeu do banco brasileiro BTG Pactual um pedido de indenização referente à aquisição da instituição financeira suíça BSI, em 2015.

A informação está em um relatório da própria seguradora, que não cita valores, mas diz que o caso será avaliado por um tribunal de arbitragem. O BTG alega que as "declarações de garantia" dadas pela Generali durante as negociações teriam sido "violadas". "Dada a complexidade da disputa, não é possível estimar de maneira confiável qual será o resultado", diz a empresa italiana.

Anunciada em 2014, a compra da BSI pelo banco brasileiro foi concluída no ano seguinte e custou cerca de 1,5 bilhão de francos suíços. Contudo, a instituição financeira foi repassada para o grupo EFG International, também da Suíça, em 2016, ao custo de pouco mais de 1 bilhão de francos.

O BTG Pactual passou a se desfazer de alguns ativos após a prisão de seu então presidente, André Esteves, em novembro de 2015, por suposto envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobras. Atualmente, o executivo é "sócio sênior" do banco.

Esteves é réu no mesmo processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato. Ambos respondem por supostamente terem tentado comprar o silêncio do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

A BSI foi fundada em 1873, em Lugano, cidade mais importante do cantão do Ticino, como Banca della Svizzera Italiana, ou "Banco da Suíça Italiana", em português. Mais tarde, passou a adotar apenas suas iniciais. A instituição pertenceu à Generali entre 1998 e 2015. (ANSA)

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