Governo prorrogará venda da Alitalia até outubro

Objetivo é dar mais tempo ao futuro primeiro-ministro

Governo prorrogará venda da Alitalia até outubro
Governo prorrogará venda da Alitalia até outubro (foto: ANSA)
19:30, 11 AbrROMA ZLR

(ANSA) - O governo da Itália prorrogará o processo de venda da maior companhia aérea do país, a Alitalia, que está sob intervenção do poder público, até o fim de outubro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Desenvolvimento Econômico Carlo Calenda, que disse que o decreto deve ser assinado na semana que vem.

Além disso, Roma ampliará o prazo para o pagamento do empréstimo-ponte de 900 milhões de euros de 30 de setembro para 31 de dezembro. O objetivo, segundo Calenda, é dar ao futuro governo tempo suficiente para analisar as três propostas recebidas e "verificar eventuais estratégias alternativas".

As eleições de 4 de março impuseram uma dura derrota ao Partido Democrático (PD), que governa o país desde 2013, mas não deram maioria no Parlamento a nenhum grupo político, e as negociações, até o momento, não tiveram bons frutos.

Na última terça (10), a Alitalia recebeu três ofertas vinculantes, sendo que uma delas, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Econômico, "contém passos concretos em termos de rotas e funcionários".

Os nomes dos autores das propostas não foram divulgados, mas sabe-se que Lufthansa e EasyJet estão entre eles. Ambas, contudo, só comprarão a empresa se ela for reestruturada, reduzindo rotas e número de empregados.

A Alitalia foi colocada à venda no ano passado, após ter entrado em mais uma crise de liquidez, agravada pela recusa de seus funcionários a um plano para demitir mil pessoas. O corte era uma exigência dos acionistas para a realização de um aumento de capital de 2 bilhões de euros.

Ex-companhia de bandeira, a empresa foi privatizada e é atualmente controlada pela holding Compagnia Aerea Italiana (CAI), que detém 51% de seu capital, e pela árabe Etihad Airways, dona dos 49% restantes. No entanto, devido à crise, os sócios pediram uma intervenção do governo, que nomeou três comissários para administrar a Alitalia até sua venda. (ANSA)

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