Saiba como reduzir sua conta de luz em época de reajustes

Profissionais de energia solar falam como usar sistema em casa

Sistema fotovoltaico para produção de energia solar
Sistema fotovoltaico para produção de energia solar (foto: Futura Press)
15:44, 29 JunSÃO PAULO ZBF

(ANSA) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou recentemente que a bandeira tarifária em junho ficaria no segundo patamar da cor vermelha, o mais alto.

De acordo com analistas do setor, isso implica em um aumento de 10% a 25,7% na conta de energia do mês de junho, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além disso, muitas distribuidoras regionais devem repassar nos próximos meses os reajustes do serviço, deixando a conta ainda maior.

Mas o consumidor pode recorrer a sistemas alternativos de energia para evitar despesas futuras excedentes.

Desde 2012, a resolução 482 da Aneel permite ao consumidor abater o preço da conta de luz se o mesmo possuir um sistema independente de geração de energia em sua casa ou empresa.

Ruberval Baldini, diretor executivo da BR Solar e presidente da Associação Brasileira de Energias Alternativas (Abeama), um dos responsáveis pela implantação da medida, disse à ANSA que é viável, sim, criar o próprio sistema.

De acordo com Baldini, o consumir precisa primeiro contatar uma companhia especializada em energias renováveis para fazer um estudo da conta de luz e entender qual a melhor maneira de modificá-la.

Feito isso, a energia geradora é aplicada na residência, que passará a ter dois relógios de medição: um de ida, que contabiliza o consumo, e outro de volta, que "empresta" a energia solar que não foi utilizada pelo consumidor para a concessionária realizar a redistribuição em outros locais.

Através do método, é gerado um crédito energético, que pode ser compensado da tarifa de luz em até 36 meses.

Como ter energia renovável em casa e no trabalho?

Segundo Baldini, é necessário que haja uma boa área de insolação no local que se deseja aplicar a tecnologia. Porém, também existem no mercado soluções caso a incidência solar não seja suficiente para sustentar o sistema.

"Se o cliente tem uma garagem com área descoberta em casa, podemos cobrir o carro com painéis. E se esse mesmo automóvel for elétrico, fornecemos um carregador", falou o diretor executivo da BR Solar.

Outra forma de reduzir a conta de energia elétrica é ter um sistema de aquecimento para água do chuveiro, ou para reaproveitar água da caixa para regar jardins.

A energia gerada também pode beneficiar empresas com grande área de insolação ou pequenos comércios que usem os painéis fotovoltaicos.

Vantagens

Para Gerson Max, gerente de negócios da Premium Solar, que atende integradores e empresas de engenharia oferecendo treinamentos profissionais para a instalação de energia solar, o sistema "reduz custo, ajuda o planeta e cria independência".

Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) anunciou a liberação de créditos para a instalação residencial de sistemas fotovoltaicos em 26 de junho, o que torna mais fácil o pagamento do modelo.

A BV Financeira também realiza financiamentos para a energia solar. A resposta para o empréstimo, segundo apontado por Max, leva 48 horas e o banco apresenta propostas a serem restituídas em até 60 meses.

As propostas da BR Solar, da Premium Solar e de diversas outras companhias foram apresentadas durante 7ª EnerSolar + Brasil, ocorrida entre os dias 22 e 24 de maio, no São Paulo Expo. A feira ocorre anualmente e é promovida pela Cipa Fiera Milano.

Em 2019, o evento chegará à sua 8ª edição, sendo considerada uma das mais importantes da América Latina no setor, pois aborda, além da energia solar, outros tipos de energias alternativas, limpas e renováveis, como fotovoltaica, eólica e biomassa.

Simultaneamente à feira, a Cipa Milano organiza debates e discussões nos eventos paralelos Ecoenergy - Feira e Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia, que está em sua 8ª edição - e no Biomass Day - Congresso Internacional da Biomassa, que em 2018 chegou em sua 2ª edição.

Com a greve de caminhoneiros que afetou todo o Brasil em maio, sendo chamada de "Crise do Diesel", a pauta de energias alternativas propostas pela feira deve ganhar ainda mais força na próxima edição do evento.(ANSA)

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