Aos 66 anos, morre ex-CEO da FCA Sergio Marchionne

Executivo era tido como um "salvador" e também atuava na Ferrari

Aos 66 anos, morre ex-CEO da FCA Sergio Marchionne (foto: Ansa)
20:29, 25 JulROMA ZBF

(ANSA) - O ex-CEO da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) Sergio Marchionne morreu nesta quarta-feira (25), aos 66 anos de idade, em um hospital de Zurique, na Suíça, onde estava internado havia semanas em estado grave.

Tido como "salvador" da Fiat, o sempre informal Marchionne trabalhava no grupo desde 2004, mantendo cargos de presidente também da CNH Industrial e da Ferrari, ambas controladas pela família Agnelli, assim como a FCA.

No último sábado (21), a companhia anunciou oficialmente que o executivo tinha passado por uma cirurgia no ombro direito, mas que suas condições de saúde haviam "piorado". Por isso, a FCA se apressou em fazer a transição de poder, elegendo o britânico Mike Manley para substituir Marchionne. O CEO deveria se aposentar em 2019.

Nos bastidores, havia boatos de que ele sofria de câncer no pulmão. "E aconteceu, infelizmente, aquilo que temíamos. Sergio, um homem e amigo, foi embora", disse John Elkann, presidente da FCA e da holding Exor, que controla o grupo automotivo.

"Acredito que a melhor maneira de honrar sua memória seja seguir o exemplo que ele nos deixou, cultivar os valores de humanidade, responsabilidade e abertura mental da qual sempre foi o mais convicto promotor", ressaltou Elkann, pedindo respeito à privacidade da família neste momento.

O Hospital Universitário de Zurique, onde Marchionne estava internado, mantém silêncio sobre os últimos momentos de vida do executivo. Contatada pela ANSA, a clínica, através de um porta-voz, disse que não pode dar nenhum tipo de informação.

O porta-voz apenas confirmou que, por volta das 11h locais, um helicóptero vermelho do serviço suíço foi visto deixando o hospital

Repercussões

Membros do governo italiano fizeram um minuto de silêncio com a notícia do falecimento. "Expresso minhas condolências e as de todo o governo pela morte de Sergio Marchionne. Meus sentimentos à sua família e a todos os entes queridos", lamentou, em uma nota, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte.

"Obrigado pelo trabalho, empenho e resultados. E pelo orgulho italiano levado ao mundo", disse, por sua vez, o ex-premier Paolo Gentiloni, no Twitter. "A sua visão sempre tentou olhar além do horizonte e imaginar como a inovação e a qualidade poderiam contribuir para o futuro. Marchionne soube testemunhar, como líder disso tudo, mostrando ao mundo as capacidades e a criatividade do nosso país", afirmou o presidente Sergio Mattarella.

'Brilhante'

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou Marchionne de "um dos mais brilhantes e bem sucedidos executivos do setor automotivo desde o legendário Henry Ford".

"Foi uma grande honra para mim conhecer Sergio como presidente dos EUA. Ele amava a indústria automotiva e deu duro por ela. Ele fará muita falta", escreveu o presidente no Twitter.

Os dois mantinham boas relações, principalmente após a FCA ter anunciado investimentos bilionários nos Estados Unidos. Em uma reunião na Casa Branca, Trump chegou a dizer que Marchionne era seu "preferido". (ANSA)

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