Marchionne estava doente havia 1 ano, diz hospital

Ex-CEO da FCA morreu na última quarta-feira, aos 66 anos

Sergio Marchionne com o presidente da FCA, John Elkann (foto: ANSA)
19:44, 26 JulTURIM ZLR

(ANSA) - O ex-CEO da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) Sergio Marchionne, morto na ultima quarta-feira (25), sofria de uma "grave doença" havia mais de um ano.

A informação foi divulgada nesta quinta (26) pelo Hospital Universitário de Zurique, na Suíça, onde o executivo faleceu. "Havia mais de um ano, Marchionne vinha regularmente a nosso hospital para tratar de uma grave doença", diz uma nota oficial.

Segundo o comunicado, os médicos recorreram a "todos os tratamentos oferecidos pela medicina mais de vanguarda". No entanto, o hospital não revelou qual é a patologia que tirou a vida de Sergio Marchionne - na Itália, a doença mais citada é câncer, porém sem confirmações oficiais.

"O Hospital Universitário de Zurique atribui enorme importância ao segredo profissional, e isso vale igualmente para todos os pacientes. O estado de saúde é assunto do paciente e dos familiares", explica a nota.

Marchionne estava internado desde o fim de junho, com a justificativa de passar por uma cirurgia ainda não explicada no ombro. No entanto, seu estado de saúde se agravou, culminando em seu falecimento, na última quarta, aos 66 anos.

Quatro dias antes, quando já se sabia que a condição do executivo era irreversível, a FCA nomeou um novo CEO, Mike Manley. Marchionne também comandava a Ferrari e a CNH Industrial, empresas controladas pela família Agnelli, tal qual a Fiat Chrysler.

FCA

A Fiat Chrysler Automobiles informou nesta quinta-feira que não sabia da gravidade do estado de saúde de Marchionne. “Na sexta-feira 20 de julho, a empresa foi informada pela família do doutor Marchionne, sem qualquer detalhe, sobre a séria deterioração de suas condições e que, por consequência, ele não seria capaz de voltar ao trabalho", diz uma nota do grupo.

"A companhia prontamente assumiu e anunciou necessárias ações no dia seguinte”, acrescenta o comunicado. Poucas horas depois, a família enviou uma declaração à ANSA confirmando que a FCA realmente não sabia sobre o estado de saúde de seu CEO.

"No fim da semana passada, a FCA foi informada que Sergio Marchionne não seria mais capaz de voltar ao trabalho, sem acrescentar outros detalhes", diz a nota dos familiares, que pedem "privacidade". (ANSA)

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