FMI adverte Itália sobre risco de recessão

Fundo vê "risco substancial" caso país não mude orçamento

Itália teve sua proposta de orçamento rejeitada pela UE.
Itália teve sua proposta de orçamento rejeitada pela UE. (foto: ANSA)
17:16, 13 NovROMA ZFD

(ANSA) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu nesta terça-feira (13) a Itália sobre a possibilidade de que um aumento nos gastos do governo deixe o país vulnerável a turbulências do mercado, causando uma recessão no longo prazo.

Segundo o fundo, "o impacto de medidas de estímulos fiscais previstos no orçamento para 2019 será incerto nos próximos dois anos e provavelmente negativo no médio prazo, caso o déficit continue em níveis altos".

As projeções da entidade apontam que a dívida pública italiana se manterá em 130% do PIB nos próximos três anos, nível que só é superado pela Grécia dentro da União Europeia (UE). O bloco estabelece um limite de 60% aos países-membros.

"Será necessário um ajuste fiscal adicional somente para estabilizar a dívida, de acordo com nossas previsões de aumento de taxas de juros", advertiu o FMI. O menor crescimento econômico, agregado aos gastos maiores poderiam levar o país ao encolhimento do PIB.

O governo italiano propôs no mês passado o aumento do déficit nas contas públicas para 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em medida que foi rejeitada pela União Europeia por superar em mais de três vezes o número previsto pelo governo anterior. O orçamento prevê aprovar uma renda básica aos cidadãos, com ajuda a desempregados e reforma da Previdência, diminui a idade para aposentadoria.

Durante assembleia na Indonéisa, o FMI estimou em 1,2% o crescimento econômico italiano para este ano e em 1% em 2019. A Itália deve apresentar correções em sua proposta de orçamento até o fim do dia nesta terça-feira (13), para que o documento seja aceito por Bruxelas, já que o anterior foi negado em decisão inédita no bloco.

O ministro da Economia Italiano, Giovanni Tria, disse que "manterá os pilares" do documento anterior e rechaçou as correções "suicidas" propostas pelo bloco. A Itália pode ser multada caso não siga as regras da UE. (ANSA)

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