Governo cede, e trabalhadores da Alitalia suspendem protesto

Ato estava programado para o próximo dia 12 de dezembro

Aviões da Alitalia no aeroporto de Fiumicino, em Roma
Aviões da Alitalia no aeroporto de Fiumicino, em Roma (foto: ANSA)
14:32, 04 DezROMA ZLR

(ANSA) - Sindicatos de trabalhadores do setor de aviação suspenderam nesta terça-feira (4) uma mobilização de funcionários da Alitalia que estava prevista para o próximo dia 12 de dezembro.

As entidades sindicais cobravam do governo a abertura de uma mesa de negociações permanente com os trabalhadores, preocupados com seu futuro por conta da iminente mudança no comando da empresa, e ameaçavam com uma paralisação.

Os sindicatos, no entanto, decidiram suspender a iniciativa após o ministro do Trabalho e vice-premier Luigi Di Maio ter convocado uma reunião para 12 de dezembro. O governo também decidiu prorrogar em seis meses o prazo para a companhia restituir um empréstimo-ponte de 900 milhões de euros, que terminaria no próximo dia 15.

No fim de novembro, os comissários nomeados pelo governo para administrar a Alitalia aceitaram uma oferta da empresa pública Ferrovie dello Stato (FS), que administra o transporte ferroviário no país.

A FS teria o papel de administrar uma grande rede de transporte integrado, conectando estações de trem, aeroportos e portos, mas ainda é incerto qual será o tamanho de sua participação na Alitalia. A estatal ferroviária já se disse disponível a comprar inicialmente 100% da empresa, com a condição de que a entrada futura de outros acionistas reduza essa cota para 51%.

A Alitalia está sob intervenção do governo desde maio passado e tem seu controle acionário dividido entre a holding Compagnia Aerea Italiana (CAI, com 51%) e a Etihad Airways (49%).

Recentemente, ministros disseram que o objetivo é fazer a empresa voltar a ser uma "companhia de bandeira" - ou seja, controlada pelo Estado -, mas em parceria com grupos privados. O Estado italiano já está presente no capital da Alitalia por meio da empresa de correios Poste Italiane, que detém cerca de 20% da CAI. (ANSA)

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