Ministro confirma que controle da Alitalia será do Estado

Companhia aérea será comprada por estatal ferroviária

Alitalia é a maior companhia aérea italiana e está sob intervenção do governo
Alitalia é a maior companhia aérea italiana e está sob intervenção do governo (foto: ANSA)
15:51, 14 FevROMA ZLR

(ANSA) - O vice-premier e ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Luigi Di Maio, confirmou nesta quinta-feira (14) que o Estado deve deter mais de 50% da nova Alitalia, que será adquirida pela empresa Ferrovie dello Stato (FS) em parceria com um grupo privado.

A FS, estatal ferroviária italiana, já se ofereceu para comprar inicialmente 100% da companhia aérea, desde que a entrada futura de outros acionistas reduza essa cota para 51%. Atualmente, a FS negocia com a americana Delta Airlines e a britânica EasyJet.

"O Tesouro e a Ferrovie dello Stato podem superar 50% na newco da Alitalia", disse Di Maio durante reunião com sindicatos do setor aéreo. Segundo o ministro, essa é uma forma de garantir a tutela dos trabalhadores da companhia aérea.

O Tesouro entraria na Alitalia com um capital que poderia chegar a 15%. Ainda é incerto, no entanto, como será a divisão acionária da nova empresa. Segundo Di Maio, a FS tem até 31 de março para apresentar seu plano industrial para a companhia aérea.

A Alitalia, controlada pela holding Compagnia Aerea Italiana (51%) e pelo grupo árabe Etihad Airways (49%), está sob intervenção do governo há quase dois anos, em função de uma grave crise de liquidez.

A intenção da gestão do ex-primeiro-ministro Paolo Gentiloni era vender a empresa para um grupo privado - havia negociações com EasyJet, Lufthansa e um fundo americano -, mas o novo governo já declarou sua intenção de transformá-la novamente em uma "companhia de bandeira", ou seja, controlada pelo Estado.

Atualmente, a Comissão Europeia já investiga uma ajuda estatal à Alitalia por meio de um empréstimo-ponte de 900 milhões de euros. O bloco proíbe o Estado de socorrer empresas, a não ser que as operações ocorram em condições de mercado. (ANSA)

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