UE alerta para 'desequilíbrios excessivos' na Itália

Segundo o bloco, orçamento de 2019 "arruína reformas"

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, durante congresso em Roma
O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, durante congresso em Roma (foto: ANSA)
13:19, 27 FevBUXELAS ZLR

(ANSA) - Um relatório divulgado nesta quarta-feira (27) pela Comissão Europeia detecta desequilíbrios econômicos "excessivos" na Itália, principalmente em função de sua elevada dívida pública e da queda da produtividade.

Segundo o documento, esses fatores provocam "riscos de relevância transnacional". "A dívida não cairá nos próximos anos, tendo em vista a frágil perspectiva macroeconômica e os atuais planos orçamentários do governo", diz o relatório.

A Lei Orçamentária da Itália para 2019 prevê um déficit fiscal de 2,04% do PIB para financiar programas como a renda de cidadania e a redução da idade de aposentadoria, mas isso pode pressionar a dívida pública do país, equivalente a mais de 130% do Produto Interno Bruto.

"O orçamento de 2019 inclui medidas que arruínam elementos de importantes reformas feitas anteriormente, em particular sobre as aposentadorias, e não prevê medidas eficazes para aumentar o potencial de crescimento", alerta a Comissão Europeia.

De acordo com Bruxelas, a Itália é o país da União Europeia com mais obstáculos aos investimentos. "Não acredito que nossas medidas estejam bloqueando o crescimento. As intervenções do governo servem para sair de um estado de crise no qual se encontra a União Europeia", rebateu o ministro do Trabalho e vice-premier italiano, Luigi Di Maio.

O país entrou em recessão técnica no fim de 2018, e seu PIB teve no ano passado o pior desempenho entre os Estados-membros da UE. (ANSA)

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