Conte diz que defenderá empregos na Itália após fusão da FCA

Prefeita de Turim também afirmou que lutará pelos postos

Conte diz que defenderá empregos na Itália após fusão da FCA
Conte diz que defenderá empregos na Itália após fusão da FCA (foto: ANSA)
21:27, 31 OutROMA ZBF

(ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, disse hoje (31) que seu governo tentará proteger os empregos e o nível de produção nas fábricas da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) na Itália, após a fusão da companhia com o Grupo PSA, dono da Peugeot e da Citroën.
    "É uma operação de mercado. Não posso julgar o acordo, mas o que cabe ao governo é que seja assegurado o nível de produção e o de emprego na Itália, ou seja, a continuidade dos negócios", disse o premier, ressaltando que pretende conversa "em breve" com John Elkann para "saber os detalhes" da operação. A prefeita de Turim, Chiara Appendino, afirmou, por sua vez, que o município acompanha "com grande atenção" o anúncio da fusão.
    Isso porque Turim é a cidade onde a Fiat mantém sua sede mundial. Appendino contou que também terá reuniões com membros da FCA nos próximos dias e que sua intenção é "assegurar que sejam protegidos os investimentos, o nível de ocupação e os projetos inovadores, que são muito importantes para o sistema econômico local e nacional". A FCA e a PSA anunciaram hoje que fecharam um acordo de fusão.
    Com isso, as companhias devem criar um novo grupo, que será o quarto maior do setor automotivo do mundo. Cada uma das companhias ficará com 50% do novo grupo, cujo valor de mercado é estimado em cerca de US$ 48 bilhões. A nova empresa terá sede na Holanda e será presidida por John Elkann, atual líder da Fiat Chrysler e herdeiro de Gianni Agnelli. Já o cargo de CEO deve ficar com o presidente da PSA, Carlos Tavares.
    Em uma conferência com analistas para apresentar os números do trimestre, o atual CEO da FCA, Mike Manley, disse que "o caminho para o acordo ainda é longo, mas é uma oportunidade". (ANSA)

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