CEO da Lufthansa descarta investimento na Alitalia

Destino da empresa italiana de aviação civil segue indefinido

Aviões da Alitalia no Aeroporto de Fiumicino, nos arredores de Roma
Aviões da Alitalia no Aeroporto de Fiumicino, nos arredores de Roma (foto: ANSA)
15:59, 20 NovROMA ZLR

(ANSA) - Faltando dois dias para o fim do prazo para a apresentação da oferta final pela Alitalia, o CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, descartou nesta terça-feira (19) realizar um investimento imediato na maior empresa de aviação civil da Itália.

A declaração chega após a agência Bloomberg ter publicado que a companhia alemã cogitava uma injeção de capital de até 200 milhões de euros. "Sempre dissemos que queremos antes ver a Alitalia reestruturada, depois consideraremos um investimento", afirmou Spohr.

O consórcio que comprará a Alitalia é liderado pela empresa pública Ferrovie dello Stato (FS), que pretende aumentar a integração entre os transportes aéreo e ferroviário no país, e inclui a americana Delta Air Lines, a holding italiana Atlantia, que atua no setor rodoviário, e o Ministério da Economia e das Finanças.

Os grupos envolvidos, no entanto, ainda negociam para saber qual será o papel de cada um na nova Alitalia. "Ainda não foram cumpridas as condições necessárias para nossa adesão ao consórcio", diz um comunicado divulgado pela Atlantia nesta terça.

A principal exigência da holding italiana é que a Delta aumente seu investimento, que hoje seria na casa dos 100 milhões de euros por 10% do capital No fim de outubro, fontes próximas às tratativas informaram que a Lufthansa chegara a enviar uma carta à FS cogitando sua entrada no consórcio, mas a declaração de Spohr nesta terça desmente uma eventual participação.

O prazo para a oferta final pela Alitalia foi adiado pelo governo várias vezes, e já fala-se no país em uma nova data. Há dois anos, quando negociava a compra da empresa italiana, a Lufthansa previa demitir 6 mil funcionários, mas o plano proposto pela Delta estima um corte de 2,5 mil postos de trabalho.

Sob intervenção do governo desde maio de 2017, a Alitalia sobreviveu graças a empréstimos públicos, que serão restituídos no momento de sua venda. Seus acionistas são a holding Compagnia Aerea Italiana (CAI), com 51%, e o grupo árabe Etihad Airways, com 49%. (ANSA)

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