Lufthansa defende 'profunda reestruturação' na Alitalia

Empresa alemã explicou por que não quer comprar o grupo italiano

Maior companhia aérea italiana, Alitalia está sob intervenção do governo há quase dois anos
Maior companhia aérea italiana, Alitalia está sob intervenção do governo há quase dois anos (foto: ANSA)
20:56, 07 JanROMA ZLR

(ANSA) - O responsável da companhia aérea alemã Lufthansa pelo "caso Alitalia", Joerg Eberhart, participou nesta terça-feira (7) de uma audiência na Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados da Itália, em Roma, e reiterou que a maior empresa de aviação civil do país precisa de uma "profunda reestruturação".

A estatal italiana Ferrovie dello Stato (FS) tenta atrair a Lufthansa para um consórcio para salvar a Alitalia, mas a companhia alemã diz que não investirá enquanto a concorrente não passar por um processo de saneamento financeiro e operacional.

"Estamos convencidos de que é inevitável uma profunda reestruturação da Alitalia. Apenas assim ela ganhará o tempo necessário e, partindo de uma posição de força, poderá escolher livremente entre os três sistemas mais fortes na Europa", disse Eberhart, em referência a Lufthansa, Air France e International Airlines Group (IAG), dono da British Airways.

A Alitalia está sob intervenção do governo desde maio de 2017 e só consegue se manter em operação graças a 1,3 bilhão de euros em empréstimos públicos - quantia que será restituída aos cofres do Estado no momento da venda.

A última negociação envolvia um consórcio liderado pela FS e que também contava com a holding rodoviária Atlantia e a companhia americana Delta, mas as partes não conseguiram chegar a um acordo sobre o plano de negócios.

Por conta disso, o governo italiano adiou mais uma vez o prazo final para a venda da Alitalia, desta vez para 31 de maio de 2020. "Apesar de encontros positivos com FS e Atlantia, não encontramos ainda um plano comum que permita à Lufthansa propor um investimento", disse Eberhart, também CEO da companhia italiana Air Dolomiti, subsidiária do grupo alemão.

"Do nosso ponto de vista, é mais vantajoso fazer uma parceria forte do que um investimento", acrescentou. Ex-companhia de bandeira, a Alitalia foi privatizada e hoje tem 51% de suas ações nas mãos da holding Compagnia Aerea Italiana (CAI) e 49% com o grupo árabe Etihad Airways.

Após ter ficado à beira da falência no início de 2017, a empresa sofreu uma intervenção do governo, que concedeu empréstimos públicos para garantir sua sobrevivência e a administra desde então. (ANSA)

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