Times da F1 questionam apuração da FIA sobre motor da Ferrari

Mercedes e RBR estão entre as equipes que assinaram o comunicado

Carro da Ferrari durante os treinos do GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 2019
Carro da Ferrari durante os treinos do GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 2019 (foto: EPA)
09:51, 04 MarROMA ZRS

(ANSA) - Sete das 10 equipes que disputam a Fórmula 1 (F1) divulgaram um comunicado contra a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pelo acordo com a Ferrari sobre as investigações das supostas irregularidades do motor utilizado pela escuderia italiana em 2019.

Segundo o comunicado, as adversárias da Ferrari afirmaram que estão "surpreendidas e chocadas", além de terem prometido entrar com uma ação legal contra a FIA.

"Nós, as equipes abaixo-assinadas, ficamos surpresas e chocadas com a declaração da FIA de 28 de fevereiro, relativa à conclusão de sua investigação na unidade de potência da Ferrari. Um regulador esportivo internacional tem a responsabilidade de agir com os mais altos padrões de governança, integridade e transparência. Somos fortemente contra que a FIA chegue a um acordo confidencial com a Ferrari para concluir esse assunto", disseram as sete equipes no comunicado.

"Declaramos publicamente nosso compromisso compartilhado de buscar a divulgação completa e adequada sobre este assunto, para garantir que nosso esporte trate todos os concorrentes de maneira justa e igual.Além disso, reservamos nosso direito de buscar reparação legal, dentro do devido processo da FIA e perante os tribunais competentes", finalizaram os times.

Entre as equipes que assinaram o comunicado estão Mercedes, Red Bull Racing (RBR), McLaren, Renault, Alpha Tauri, Racing Point e Williams. Enquanto Haas e Alfa Romeo, que utilizam motores Ferrari, optaram em não participar da ação.

As suspeitas das concorrentes da Ferrari começaram após a unidade de potência do motor do time italiano ter mostrado uma suposta grande superioridade. No entanto, a escuderia de Maranello e a FIA sempre negaram qualquer tipo de irregularidade.

No entanto, a entidade entrou em um acordo com termos secretos para que a Ferrari mudasse seu motor para as exigências de 2020, não deixando claro se a unidade de potência do monoposto de 2019 estava irregular.

Após as acusações, a Ferrari não conseguiu um bom desempenho nas últimas provas da temporada passada. Já nos testes de 2020, em Montmeló, na Espanha, o time italiano não teve os bons resultados que conquistou em 2019.(ANSA)

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