FIA decide não abrir investigação contra Hamilton, diz emissora

Piloto fez um protesto pela morte da norte-americana Breonna Taylor

Hamilton conquistou o GP da Toscana de F1
Hamilton conquistou o GP da Toscana de F1 (foto: EPA)
10:14, 15 SetROMA ZRS

(ANSA) - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu não abrir uma investigação contra o piloto Lewis Hamilton, da Mercedes, pelo protesto que ele fez no Grande Prêmio da Toscana de Fórmula 1, na Itália, pela morte da jovem norte-americana Breonna Taylor, informou nesta terça-feira (15) a emissora "BBC".

O atual hexacampeão e líder da temporada 2020 vestiu uma camiseta presta com a frase "Prenda os policiais que mataram Breonna Taylor", uma mulher negra de 26 anos que morreu em 13 de março após um tiroteio por três policiais que realizaram uma busca em sua casa, nos Estados Unidos.

Após a corrida e em suas redes sociais, Hamilton cobrou por justiça pela morte de Taylor, que trabalhava como médica na Universidade de Saúde de Louisville Health.

"Minha vontade é de usar isso para chamar atenção que tem gente morrendo na rua. Aí tem outra que é morta na sua própria casa e aquelas pessoas ainda estão livres. Nós não podemos descansar, precisar continuar a conscientizar", disse Hamilton.

Já nesta terça-feira (15), o britânico publicou em seu perfil no Instagram um texto relacionado ao tema.

"Quero que você saiba que não vou parar e não vou desistir de usar essa plataforma para lançar luz sobre o que acredito ser certo. Quero agradecer a todos vocês que continuam a me apoiar e demonstrar amor, sou muito grato. Mas esta é uma jornada para todos nós nos unirmos e desafiar o mundo em todos os níveis de injustiça, não apenas racial", escreveu Hamilton.

O piloto conquistou o tumultuado GP da Toscana, em Mugello, e ficou a apenas uma vitória de igualar o recorde 91 estabelecido pelo alemão Michael Schumacher. (ANSA).

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