Assassinato 'mancha' história de organizada do Palmeiras

Fundador da torcida foi morto com 22 tiros em São Paulo

Assassinato 'mancha' história de organizada do Palmeiras
Assassinato 'mancha' história de organizada do Palmeiras (foto: EPA)
19:55, 03 MarSÃO PAULO ZAR

(ANSA) - O fundador da Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, Moacir Bianchi, foi assassinado nesta quinta-feira (2) em São Paulo. Sua morte fez com que a organização anunciasse o encerramento de todas as atividades por tempo indeterminado.
   

Bianchi tinha 48 anos e atualmente era um dos diretores da torcida. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada no interior de um carro preto, na Avenida Presidente Wilson, no bairro do Ipiranga, atingido por 22 tiros.
   

O assassinato ocorreu quando três carros abordaram Moacir, que estava parado em um semáforo. Um homem desceu do veículo e disparou contra ele. O caso está sendo investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
   

Na página oficial da torcida no Facebook foi publicada uma homenagem ao ex-presidente da organizada . "Uma pessoa que tanto lutou para que a Mancha Verde pudesse se tornar uma grande torcida e para que a torcida do Palmeiras fosse respeitada. Moacir fez da Mancha Verde a sua vida. Seu nome está escrito em nossa história e jamais será apagado", diz o texto.

   

Diversos integrantes da Mancha também lamentaram nas redes sociais a morte de Bianchi. Alguns deles atribuiram o assassinato a divisões internas, citando uma "briga de poder" dentro da organização.
   

Nos últimos dias, essa rixa causou uma briga em uma das sedes da torcida, próximo ao estádio do Palmeiras, o Allianz Parque. Em comunicado, a agremiação creditou o encerramento das atividades a "diversos problemas".

"Comunicamos a todos os associados que a torcida Mancha Alviverde após 34 anos de fundação está encerrando suas atividades por tempo indeterminado", diz trecho do comunicado.

Bianchi fundou a Mancha Verde aos 15 anos, em 1983, com o objetivo de fazer os palmeirenses serem respeitados na arquibancada. Ele é o segundo fundador da torcida que morre assassinado. O primeiro foi Cléo Sóstenes , morto em 1988.
   

No último dia 11 de janeiro, Biachi fez uma homenagem ao aniversário de 34 anos da torcida e publicou uma mensagem em sua conta no Facebook. "Pensar que ia fazer 15 anos quando eu e mais alguns amigos resolvemos fundar essa torcida. Olha o tamanho e proporções que ela se tornou. [É] gratificante ver isso. Parabéns a todos que estiveram a frente dessa entidade nessas quase 4 décadas." (ANSA)

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