Derrubado, ex-dono do Milan ataca sucessores

Li Yonghong acusou a Elliott de "orquestrar" sua queda

Li Yonghong comprara o Milan de Silvio Berlusconi, mas perdeu o controle acionário do clube
Li Yonghong comprara o Milan de Silvio Berlusconi, mas perdeu o controle acionário do clube (foto: ANSA)
19:30, 20 JulMILÃO ZLR

(ANSA) - O ex-dono do Milan Li Yonghong publicou uma carta nesta sexta-feira (20) acusando a gestora de recursos norte-americana Elliott de ter "orquestrado" sua derrubada.

O empresário chinês perdeu o controle do clube rossonero em 10 de julho, após não ter conseguido reembolsar os 32 milhões de euros que a Elliott lhe emprestara para subscrever um aumento de capital na sociedade.

Antes disso, Li já devia mais de 300 milhões de euros à gestora, fruto de um empréstimo contraído em abril de 2017, para o chinês conseguir finalizar a compra do Milan, então pertencente a Silvio Berlusconi.

"Estava convencido de que a Elliott fosse um investidor confiável e, sobretudo, um parceiro com quem compartilhar os deveres e ônus de uma aventura tão estimulante. Cometi um erro", escreveu Li. Segundo o empresário, a gestora estava "totalmente desinteressada" da gestão do Milan e não contribuía para o "apoio financeiro à equipe".

Além disso, ele acusa a Elliott de ter imposto "numerosas limitações" ao desenvolvimento comercial do clube e de ter adotado uma postura "negligente e predatória". "Isso mostra a real natureza da Elliott, que, orquestrando um default antecipado, não me permitiu realizar o desenvolvimento estratégico do clube nem concluir uma venda satisfatória", disse.

O empresário ainda indica que buscará a Justiça para garantir seus direitos. "Qualquer manobra deliberada e intencional a fim de reduzir o valor do Milan será questionada pela lei", completou Li, que está sob investigação na Itália por fraude em balanço.

A Elliott é uma empresa de gestão de investimentos fundada em 1977, em Nova York, por Paul Singer, e possui mais de US$ 30 bilhões em ativos em sua carteira. Com seus fundos, adquiriu participações em empresas importantes, como a operadora italiana de telefonia TIM e a mineradora australiana BHP Billiton.

Em alguns casos, como o da própria TIM, adota uma postura agressiva, forçando inclusive mudanças na gestão. Clubes de futebol, no entanto, não fazem parte de seus investimentos habituais. (ANSA)

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