2018: O ano que Messi foi massacrado pelas críticas

Craque continua bem no Barça, mas foi alvo de ataques na Copa

Craque continua bem no Barça, mas foi alvo de ataques na Copa
Craque continua bem no Barça, mas foi alvo de ataques na Copa (foto: ANSA)
12:51, 26 DezSÃO PAULO Por Renan Tanandone

(ANSA) De fora da lista dos três melhores jogadores do planeta, além do fraco desempenho na Copa do Mundo, na Rússia, o craque Lionel Messi teve um 2018 abaixo do esperado, principalmente em comparação com outros atletas, como Cristiano Ronaldo, Luka Modric e Kylian Mbappé.
    Em janeiro, ele até conseguiu superar o alemão Gerd Müller e se tornar o maior artilheiro das principais ligas da Europa, com 366 gols. Messi ainda foi campeão com o Barcelona do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei da temporada 2017/18.
    Mas o ano de Messi ficou marcado pelos vexames com a camisa da seleção argentina.
    No Mundial, o empate com a Islândia e as derrotas para Croácia e França renderam diversas críticas ao atacante, principalmente por parte da imprensa do país, que depositava nele todas as fichas de um possível tricampeonato da Argentina.
    Após o vice-campeonato em 2014, a Copa do Mundo de 2018 seria uma grande chance para a Argentina voltar a conquistar um Mundial após 32 anos. No entanto, após a fraca campanha nas Eliminatórias, a seleção albiceleste não ficou entre as grandes favoritas. Além disso, em março, em um amistoso preparatório, a Argentina sofreu uma dura derrota por 6 a 1 diante da Espanha.
    Durante a estreia dos argentinos contra a Islândia, Messi perdeu um pênalti decisivo e viu sua equipe sair apenas com um empate de 1 a 1. Na segunda rodada, novamente em outra partida apagada do camisa 10, a Argentina foi goleada por 3 a 0 pela Croácia, com um show do meio-campista Luka Modric.
    Desesperada pela classificação, a Argentina depositou suas últimas fichas diante da Nigéria. Messi carregou sua equipe e marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 1 diante da seleção africana. Com esse tento, o craque tornou-se apenas o terceiro argentino a marcar gols em três Copas do Mundo, ao lado de Diego Maradona e Gabriel Batistuta. Mas o feito não foi suficiente para glorificar o craque, que passou a ser massacrado pelas críticas.
    Nas oitavas de finais, a Argentina não conseguiu derrotar a campeã França, que venceu por 4 a 3 e avançou no Mundial.
    Atacado pela mídia de seu país, Messi chegou a declarar que não jogaria mais pela seleção albiceleste em 2018.
    O fraco desempenho na Copa do Mundo rendeu críticas até do ex-jogador Diego Maradona, um dos maiores ídolos do futebol argentino. O atual treinador do Dorados de Sinaloa, do México, afirmou que não convocaria mais o craque do Barcelona para a seleção.
    "É difícil falar, mas é inútil querer tornar líder um homem que vai ao banheiro 20 vezes antes de um jogo. Messi é Messi no Barcelona e Messi é Messi jogando com a Argentina", disse Maradona em entrevista ao canal de TV "Fox Sports".
    A precoce eliminação da Argentina na Copa do Mundo, além do desempenho abaixo do esperado tirou Messi das finais dos prêmios de melhor jogador da Uefa e da Fifa. Nas duas ocasiões, o argentino e o craque português Cristiano Ronaldo foram desbancados pelo croata Modric. (ANSA)

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