No grupo do Brasil, Itália busca surpreender na Copa feminina

Azzurre honraram a tradição no futebol do país europeu

No grupo do Brasil, Itália busca surpreender na Copa feminina (foto: Divulgação/FIGC)
13:29, 05 JunSÃO PAULO ZRS

(ANSA) - por Renan Tanandone - Ao contrário da seleção masculina, que ficou de fora da última Copa do Mundo, a equipe feminina da Itália honrou a tradição do país no futebol e disputará novamente um Mundial da categoria após 20 anos.

No torneio, que acontece na França, entre os dias 7 de junho e 7 de julho, a Azzurra não entrará como uma das favoritas, mas, com bom desempenho nos últimos jogos, pode surpreender.

A Itália garantiu sua vaga na Copa após uma sólida campanha nas Eliminatórias. A equipe comandada pela técnica Milena Bertolini venceu sete dos oito jogos em seu grupo e se classificou em primeiro lugar, deixando para trás Bélgica e Portugal.

As "azzurre" também mostraram bom futebol na Cyprus Cup, torneio anual disputado no Chipre. A Itália só foi parada na final, e nos pênaltis, pela Coreia do Norte, após um empate por 3 a 3. Esse foi o segundo vice seguido da Azzurra no campeonato.

Nos últimos testes antes do Mundial, a seleção italiana também conseguiu resultados positivos, ao vencer Irlanda (2 a 1) e Suíça (3 a 1) e empatar com a Polônia (1 a 1).

A Itália está no grupo C da Copa, ao lado de Brasil, Jamaica e Austrália, contra quem fará sua estreia no torneio, no próximo domingo (9), em Valenciennes. Mas o grande desafio será diante das brasileiras, uma das seleções mais tradicionais do futebol feminino.

Em entrevista à ANSA, a atacante da Juventus e camisa 10 da seleção italiana, Cristiana Girelli, afirmou que a chave da Azzurra é um "mix de estilos". "A Austrália é uma equipe muito física, a Jamaica é uma surpresa e o Brasil é um time muito técnico", avaliou a jogadora de 29 anos.

A seleção brasileira chega à Copa do Mundo em um momento ruim, já que a equipe comandada pelo técnico Vadão não vence há nove jogos. A última vitória do Brasil foi em julho de 2018, diante do Japão.

Apesar de ter ficado surpresa ao saber do retrospecto negativo do Brasil, Girelli afirmou que a seleção brasileira é "muito forte". A atacante da Azzurra ainda lembrou que o Mundial será um torneio diferente e que o momento ruim do time de Vadão pode passar. Itália e Brasil se enfrentam no dia 18, em Valenciennes, e a Azzurra já busca uma estratégia para frear a atacante Marta.

Girelli revelou que já jogou contra a camisa 10 do Brasil e elogiou a jogadora do Orlando Pride, dos Estados Unidos.

"Eu era muito jovem, jogava no Verona e ela, no Umea [da Suécia], nos enfrentamos pela Champions League. Ela é muito veloz e técnica, sabemos de suas características, mas ela é muito imprevisível. Será muito bom reencontrá-la", disse Girelli.

Ao lado da defensora Sara Gama e da meia Barbara Bonansea, a centroavante é uma das principais peças da Itália, principalmente pela sua velocidade e pelo faro apurado de gols.

Girelli foi a artilheira da Azzurra nas Eliminatórias e é a grande referência do ofensivo e intenso estilo de jogo implantado por Bertolini.

A seleção italiana não é uma potência no futebol feminino, como Estados Unidos, França, Holanda, Suécia, Noruega ou Alemanha, mas pode surpreender na Copa. Para a partida de estreia, diante da Austrália, mais de 15 mil ingressos já foram vendidos.

Em entrevista à "Fifa TV", a goleira da Azzurra Laura Giuliani afirmou que a partida de estreia ajudará "a quebrar o gelo e se familiarizar com a Copa".

Esse será o terceiro Mundial da Itália. Na primeira vez, em 1991, na China, o país caiu nas quartas de final, diante da Noruega. Em sua segunda participação, em 1999, nos Estados Unidos, as italianas foram eliminadas ainda na primeira fase.(ANSA)

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