Racismo contra Balotelli paralisa jogo por 3 minutos

Atacante se revoltou com ofensas da torcida do Verona

Balotelli chutou bola para a arquibancada após ofensas racistas
Balotelli chutou bola para a arquibancada após ofensas racistas (foto: ANSA)
15:53, 03 NovROMA ZLR

(ANSA) - A partida entre Hellas Verona e Brescia, válida pela 11ª rodada da Série A, ficou paralisada por três minutos devido a coros racistas contra o atacante Mario Balotelli.

No início do segundo tempo, quando o time da casa já vencia por 1 a 0, o atacante do Brescia, insultado pela torcida anfitriã, pegou a bola com as mãos perto da bandeirinha de escanteio e a chutou na direção das organizadas do Verona.

Em seguida, Balotelli ameaçou sair de campo e se dirigiu para os vestiários, mas foi dissuadido por companheiros e adversários. O duelo terminaria em 2 a 1, com o gol de honra marcado pelo atacante.

Após a partida, o técnico do Hellas Verona, Ivan Juric, negou que o atacante do Brescia tenha sido alvo de racismo. Segundo o treinador, houve apenas "vaias e gozações contra um grande jogador, nada além disso". "Eu sou croata e já ouvi muitas vezes 'cigano de merda', mas hoje não aconteceu nada", disse.

"Os coros racistas me dão nojo, e sou o primeiro a condená-los, ainda que partam de nossos torcedores. [...] Não falemos de racismo, porque seria mentira. Não criemos um caso onde não tem nada", acrescentou.

Histórico

A Série A da Itália já registrou episódios de racismo em praticamente todas as rodadas nesta temporada. O último deles havia ocorrido no sábado (2), em uma partida entre Roma e Napoli paralisada por dois minutos devido a coros discriminatórios contra os napolitanos.

Em setembro, um jogo entre Verona e Milan ficou marcado por ofensas racistas contra o rossonero Kessié. Naquela ocasião, o clube gialloblù escreveu no Twitter que os rivais, na verdade, estavam "incomodados" com o barulho de sua torcida.

"Não vamos cair em clichês e rótulos. Respeito por Verona e pelos veroneses", afirmou a agremiação após os ataques racistas a Kessié. Verona, uma das cidades mais importantes do norte da Itália, é também uma das principais fortalezas da extrema direita no país.

Políticos ultranacionalistas da cidade são intimamente ligados às organizadas do Hellas, notórias por sua adesão à simbologia fascista. (ANSA)

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