Diretor da Série A promete combater racismo nos estádios

De Siervo também se retratou sobre um polêmico áudio vazado

Diretor da Série A promete combater racismo nos estádios
Diretor da Série A promete combater racismo nos estádios (foto: ANSA)
15:53, 04 DezROMA ZRS

(ANSA) - Após o vazamento de um polêmico áudio sobre o racismo no futebol italiano do diretor executivo da Série A, Luigi De Siervo, o cartola prometeu nesta terça-feira (3) que as autoridades vão identificar e banir os torcedores que cometerem insultos racistas nos estádios do país.

A atual temporada do Campeonato Italiano vem sendo marcada por constantes episódios de cânticos racistas nos estádios. Recentemente, alguns jogadores, como Romelu Lukaku, Franck Kessié, Dalbert, Ronaldo Vieira, Kalidou Koulibaly e Mario Balotelli, já sofreram insultos raciais.

"Vamos estádio a estádio, setor a setor, identificar essas pessoas e colocar elas longe dos recintos do futebol. Até ao momento, fizemos muito pouco para erradicar o racismo no futebol, mas chegou a altura de enfrentar o problema. Precisamos de tempo para o resolver, mas há que dar início a esse combate", disse De Siervo.

O dirigente ainda comentou que "iniciativas concretas" estão sendo estudadas para combater o racismo, mas De Siervo não revelou detalhes. O italiano afirmou que é necessário pressionar o governo do país para criar "campanhas nas escolas e nos órgãos de comunicação social".

No entanto, De Siervo declarou que é contra a interrupção de uma partida quando coros racistas são realizados nos estádios.

"Pessoalmente, sou contra a interrupção de um jogo porque isso danifica todo um sistema. Eu compreendo os jogadores que são alvo dessa discriminação, mas defendo que se passe a intervir imediatamente após a partida com sanções severas", afirmou.

Áudio polêmico

A entrevista coletiva de De Siervo foi organizada às pressas em decorrência do vazamento de um polêmico áudio do dirigente, na qual ele diz que deu sinal verde para os microfones nos estádios serem desligados para tentar evitar que os cânticos racistas fossem reproduzidos nas transmissões televisivas.

A gravação foi realizada através de um celular em uma reunião dos dirigentes da Série A, em setembro, e enviado para o jornal "La Reppublica". A Federação Italiana de Futebol (Figc), inclusive, abriu uma investigação sobre seus comentários no áudio.

"Nenhuma complô. Isso é uma porcaria absoluta, uma tentativa desajeitada de me envergonhar, não como indivíduo, mas como membro da Lega Calcio", disse De Siervo em entrevista à "Rádio Capital".(ANSA)

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