Suárez admitiu fraude em teste de cidadania italiana, diz juiz

Jogador afirmou ter recebido teste antes do exame

Jogador afirmou ter recebido teste antes do exame oficial
Jogador afirmou ter recebido teste antes do exame oficial (foto: EPA)
19:41, 22 FevPERUGIA ZCC

(ANSA) - O uruguaio Luis Suárez, atacante do Atlético de Madrid, admitiu que teve acesso prévio ao conteúdo de uma prova de idioma para tirar cidadania italiana em setembro passado, quando tentava se transferir para a Juventus.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (22) pelo juiz responsável pela investigação que apura uma fraude no exame de italiano na Universidade para Estrangeiros de Perugia, um dos principais centros de ensino do idioma no país.

Segundo o magistrado, o jogador informou ter recebido da professora Stefania Spina um arquivo com o texto do exame. A educadora está suspensa por oito meses e havia pedido uma revogação de sua punição. No entanto, a justiça se baseou na confissão de Suárez para recusar seu recurso.

Spina alega ter "solicitado" apenas que o jogador estudasse o processo enviado, e Suárez, por sua vez, "havia garantido uma boa revisão mesmo durante o voo para Perugia".

Questionada pelas autoridades italianas, Spina negou ter fornecido ao jogador o texto do exame. "Não é um roteiro, mas um material que usamos na aula. Eu só disse ao Suárez para se preparar sobre tudo o que havíamos feito na aula. O texto do pdf contém a apresentação com que ele teria começado o exame e, portanto, deveria ter memorizado essa parte do texto", alega.

De acordo com o juiz de instrução, porém, Spina teria contribuído "de forma decisiva" para o que, segundo os investigadores, foi "o exame farsa" de Suárez na Universidade para estrangeiros de Perugia.

O jogador, 33 anos, fez o exame de italiano em 17 de setembro, quando tentava se transferir para a Juventus. Na época, o MP e a Guarda de Finanças investigavam, desde fevereiro, supostas irregularidades nos processos de cidadania envolvendo a instituição e acabaram gravando conversas telefônicas que indicavam uma possível fraude no exame do atacante.

Para o Ministério Público, o conteúdo da prova foi "previamente comunicado" ao uruguaio pela universidade, que chegou a "pré-determinar o resultado e a pontuação do exame para corresponder aos pedidos que haviam sido feitos pela Juventus".

O inquérito da promotoria de Perugia está em sua fase final e a expectativa é para a resolução do caso ou até mesmo arquivamento do processo. (ANSA)

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