Após Mundial, esgrimista 'italiana' visa medalha pelo Brasil em Tóquio

Moellhausen ganhou um ouro inédito na esgrima brasileira

Após Mundial, esgrimista visa medalha pelo Brasil em Tóquio
Após Mundial, esgrimista visa medalha pelo Brasil em Tóquio (foto: Reprodução/Facebook)
19:31, 12 SetSÃO PAULO ZRS

(ANSA) - por Renan Tanandone - A ítalo-brasileira Nathalie Moellhausen entrou para a história ao conquistar, em julho, um ouro inédito para o Brasil no Mundial de Esgrima, em Budapeste.

Nascida em Milão há 33 anos, a atleta trocou o "azzurro" da Itália pelo verde-amarelo em 2014 e agora traça como "objetivo" conquistar mais medalhas pelo país sul-americano nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Moellhausen bateu na decisão do Mundial a chinesa Sheng Li por 13 a 12, na modalidade espada, levando o Brasil ao pódio do torneio pela primeira vez na história. Em entrevista exclusiva à ANSA, a esgrimista relembrou a vitória em Budapeste e a sensação de ter realizado um "sonho".

"Naquele momento foi uma sensação de 'opa, o que eu fiz?'. Depois, a sensação de felicidade por ter realizado um sonho e de acreditar nos milagres, pois pensamos que isso sempre acontece para os outros, mas um dia pode acontecer conosco", disse.

Em Mundiais, Moellhausen já subiu no lugar mais alto do pódio por equipes (2009) e faturou dois bronzes, individual (2010) e outro por equipes (2011), mas todas essas medalhas foram conquistadas quando ele defendia a Itália, uma das maiores potências na esgrima.

Além disso, a experiente esgrimista já conquistou medalhas no Europeu e no Pan-Americano, mas agora ela mira nos Jogos Olímpicos. Em 2016, no Rio de Janeiro, a atleta derrotou três adversárias, porém caiu nas quartas de final.

"É muito cedo para dizer, eu estou vivendo as minhas coisas passo a passo. Mas é claro que quero ganhar uma medalha nos Jogos de Tóquio, é meu objetivo e vou lutar e treinar duro, assim como fiz para o Mundial", revelou Moellhausen.

A ítalo-brasileira ocupa atualmente a quarta colocação do ranking mundial da modalidade espada, atrás somente de Vivian Kong, de Hong Kong, da chinesa Sheng Li e da sul-coreana Kang Young-mi. A italiana mais bem posicionada é Mara Navarria, que está em 12º lugar.

Na modalidade espada, a arma tem 110 centímetros de comprimento, dos quais 90 correspondem à lâmina. As disputas consistem em três rounds de três minutos cada. Vence quem realizar mais toques ao fim da disputa ou quem atingir o 15º primeiro. Apenas a ponta da espada pode marcar um golpe, e o alvo é o corpo inteiro do oponente. (ANSA)

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