Jogadores decidem retomar playoffs da NBA

Atletas boicotaram jogos em protesto contra violência policial

Atletas pediram para que o torneio fosse cancelado
Atletas pediram para que o torneio fosse cancelado (foto: EPA)
11:42, 28 AgoROMA ZRS

(ANSA) - Os jogadores das equipes da NBA, a liga norte-americana de basquete, decidiram que vão retomar as partidas dos playoffs do campeonato, segundo informou nesta quinta-feira (27) a imprensa do país.

A decisão acontece um dia depois dos atletas da NBA boicotarem os jogos em forma de protesto contra a violência policial nos Estados Unidos, após mais um homem negro, Jacob Blake, ter sido baleado por agentes.

Ele foi alvo de sete tiros disparados por um policial branco pelas costas, em Kenosha, Wisconsin. O caso gerou uma nova onda de manifestações contra o racismo nos EUA.

De acordo com a imprensa local, os jogos de ontem (26) e de hoje (27) vão ser remarcados para outras datas.

Além do boicotes dos jogos, os atletas dos Lakers e dos Los Angeles Clippers pediram em uma reunião de emergência para que a atual edição da NBA fosse cancelada.

Os protestos dos jogadores da NBA motivaram atletas de outras modalidades esportivas, já que a Major League Baseball (MLB) e a Major League Socces (MLS) também tiveram adiamentos. 

Repercussão -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (27) que a NBA, a liga norte-americana de basquete, “se tornou uma espécie de organização política”, ao comentar a postura dos jogadores ao boicotar a partida em protesto contra a violência policial.

“Não sei muito sobre os protestos da NBA, sei que suas audiências têm sido muito ruins porque acho que as pessoas estão um pouco cansadas da NBA. Eles viraram uma organização política e isso não é uma coisa boa. Não acho que seja uma coisa boa para o esporte ou para o país”, comentou.

Trump ainda explicou que a “Guarda Nacional está fazendo um bom trabalho em Kenoshoa”, no estado de Wisconsin.

A candidata democrata à vice-presidência, Kamala Harris, por sua vez, se solidarizou com todos os manifestantes que foram às ruas para protestar contra o racismo. “Apoio as pessoas que estão nas ruas para protestar”, disse ela, ressaltando que o caso envolvendo o homem negro Jacob Blake “é uma ferida na alma deste país”. (ANSA)

 


   

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