Nova onda de protestos paralisa cidades italianas

Greve nos transportes e manifestações de estudantes afetaram os principais municípios do país.

Estudantes entraram em confronto com a polícia em Milão
Estudantes entraram em confronto com a polícia em Milão (foto: ANSA)
14:22, 16 DezROMA ZLR

(ANSA) - Uma onda de protestos convocados por um grupo de sindicatos paralisou os serviços de transporte público nas principais cidades italianas nesta segunda-feira (16). Em Milão, ônibus e metrô deixaram de funcionar às 12h45 (horário local), provocando caos no trânsito da capital da Lombardia.
    No ponto de táxi da maior estação ferroviária do município, as pessoas chegaram a esperar por mais de duas horas por um táxi. Assim como em Roma, Nápoles, Bari, Florença e Palermo, a greve durou em torno de quatro horas. Os trabalhadores cobravam a renovação do contrato coletivo da categoria, que expirou há quatro anos.
    Já em Turim, no Piemonte, foi realizada uma paralisação de 24h contra a venda de 49% do Grupo Trasporti Torinese (GTT), empresa estatal responsável pela operação do transporte público na cidade.
    Em Milão, estudantes também se reuniram para protestar "contra o dinheiro às escolas privadas e os cortes para as instituições públicas". Os alunos tingiram de vermelho uma fonte de água em frente ao Castelo Sforzesco, interromperam os trabalhos do Conselho Regional da Lombardia e ainda entraram em confronto com a polícia.
    A Itália tem sido palco de manifestações desde o último dia 9 de dezembro por diversos motivos, como a construção de uma linha de Trem de Alta Velocidade (TAV), a degradação ambiental da chamada "Terra dos Fogos" -- vasta área entre as províncias de Nápoles e Caserta --, além de protestos promovidos pelo "Movimento dos Forconi". Inicialmente formado por agricultores, pastores e lavradores, o grupo cobra a redução dos impostos no setor agrícola e a melhora do cenário político, mas se difundiu pelo país e ganhou o apoio de outras categorias, como operários e comerciantes. (ANSA)

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