Para Renzi, Europa está 'perigosa' e exige mudanças

Premier italiano voltou a criticar imposições de Merkel e da UE

Primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, com a chanceler alemã, Angela Merkel
Primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, com a chanceler alemã, Angela Merkel (foto: EPA)
11:52, 03 OutROMA ZBF

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou que a Europa passa por um momento perigoso e que a região precisa sofrer mudanças, ao conceder uma entrevista à emissora norte-americana CNN. "Este é um momento perigoso. Devemos mudar a Europa, porque é o certo a se fazer", afirmou Renzi, ressaltando que o "o maior problema é a direção" que o continente toma.

Assim, o premier italiano confessou concordar com a posição de seu homólogo britânico, David Cameron, sobre o referendo que o Reino Unido fará em 2017 para decidir sua permanência na União Europeia.

"Considero absolutamente importante reduzir a burocracia na Europa e o poder dos tecnocratas em Bruxelas", defendeu o premier, que assumiu o governo italiano em fevereiro de 2014 com o discurso de que faria com que a Itália tivesse mais voz na União Europeia.

Nos últimos dias, Renzi ficou sob os holofotes da imprensa internacional por se opor às declarações da chanceler alemã, Angela Merkel, de que a Itália e a França deveriam cumprir seus compromissos de reduzir os déficits orçamentários através das políticas de austeridade.

"Se o presidente da França decidir se afastar dos parâmetros europeus, ninguém pode dizer que isso não é correto, ou acreditar que a Europa seja uma escola em que há um professor e todos os outros são estudantes", criticou Renzi à CNN.

Atualmente, Bruxelas controla o cumprimento de um Pacto de Estabilidade na União Europeia que prevê que nenhum país ultrapasse seu déficit público em 3% de seu Produto Interno Bruto (PIB), bem como sua dívida pública em 60%.

"Estou absolutamente convencido de que os 3% são um parâmetro do passado. Mas o problema é que a Itália perdeu credibilidade por não respeitar esse parâmetro do passado. Portanto, nossa posição é clara: respeitamos os 3%, mas somos contra alguém dizer que, se o presidente da França descumprir a norma, está errado", afirmou Renzi. (ANSA)

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