Premier italiano promete lei pró-casamento gay

União entre pessoas do mesmo sexo tem causado polêmica no país

Rebecca Hetherington e Eleonora Tadolini: o primeiro casal lésbico a ter casamento celebrado no exterior reconhecido na Itália
Rebecca Hetherington e Eleonora Tadolini: o primeiro casal lésbico a ter casamento celebrado no exterior reconhecido na Itália (foto: ANSA)
07:58, 13 OutROMA ZLR

(ANSA) - Em meio à polêmica sobre a aceitação na Itália de casamentos entre pessoas do mesmo sexo celebrados no exterior, o primeiro-ministro Matteo Renzi prometeu legalizar as uniões civis entre homossexuais no país.
    "Faremos uma lei. Não é uma brincadeira, é a verdade", declarou em Bolonha o premier centro-esquerdista, que tem dado pouco espaço a questões sociais em seu governo. No entanto, a medida deve enfrentar muita resistência dentro da própria coalizão de Renzi, já que um dos partidos da sua base é a conservadora Nova Centro-Direita (NCD).
    "Antes de fazer uma nova lei é preciso que os prefeitos respeitem a legislação que já existe", disse o ministro dos Transportes Maurizio Lupi, um dos expoentes da legenda. Ele faz referência à permissão de alguns chefes municipais à transcrição em suas cidades de casamentos entre pessoas do mesmo sexo realizados no exterior.
    Segundo o ministro do Interior Angelino Alfano, principal nome da NCD, tal solução jurídica está em desacordo com a Constituição italiana, que ainda não aceita uniões civis homossexuais. No entanto, um projeto que legaliza esses matrimônios deve começar a ser discutido no Senado nos próximos dias.
    O texto em questão reconhece a união entre pessoas do mesmo sexo e aplica aos cônjuges gays todos os dispositivos legais relacionados ao casamento, com exceção da adoção. A discussão tende a aumentar as divisões entre a NCD e o Partido Democrático (PD), de Renzi, que pode buscar apoio no também conservador Forza Italia (FI), de Silvio Berlusconi, para aprovar a medida. (ANSA)

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