Presidente vai renunciar em dezembro, diz jornal

Giorgio Napolitano estaria pensando em deixar o cargo

Giorgio Napolitano é presidente da Itália desde 2006
Giorgio Napolitano é presidente da Itália desde 2006 (foto: ANSA)
16:19, 08 NovROMA ZLR

(ANSA) - Eleito para o seu segundo mandato em abril de 2013, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, de 89 anos, irá renunciar ao cargo no final de 2014. Pelo menos é o que garante um editorial publicado pelo jornal "La Repubblica" neste sábado (8).
    Segundo o diário, o chefe de Estado gostaria de ligar o seu período na Presidência à aprovação de reformas institucionais e eleitorais pelo Parlamento, mas as dificuldades para votá-las e a fadiga imposta pela função, ainda mais pela sua idade avançada, o fizeram mudar de ideia.
    "O presidente da República não faz mistério sobre a intenção de abreviar o seu mandato. A data na sua mente já está bem definida: o final do ano, quando encerrar o semestre italiano na presidência da União Europeia", afirma o periódico.
    De acordo com o jornal, Napolitano não pretende esperar "o tempo dos partidos", que não conseguem chegar a um acordo sobre as reformas de que a Itália precisa, e nem deixar que os atrasos e a lentidão do Congresso o segurem no cargo.
    "Ele não quer ter de administrar uma nova crise política e de governo", acrescenta o "La Repubblica". Napolitano foi eleito pela primeira vez em 2006, para um mandato que terminou no início de 2013. Na ocasião, ele já havia demonstrado sua intenção de não concorrer novamente.
    Contudo, naquele ano, as legendas italianas não estavam conseguindo chegar a um acordo para estabelecer um novo governo, então um movimento no Congresso pediu para Napolitano retornar à Presidência para ajudar a solucionar a crise política.
    De volta ao posto de chefe de Estado, ele foi essencial nas negociações entre o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e o Forza Italia (FI), de centro-direita, para a formação de um gabinete chefiado por Enrico Letta, mais tarde substituído por Matteo Renzi. (ANSA)

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