Itália vive dia de caos com greves e protestos

Sindicatos protestam contra reformas do premier Matteo Renzi

Protestos e greves afetam 25 cidades da Itália nesta sexta-feira (foto: ANSA)
19:17, 14 NovROMA ZBF

(ANSA) - Mais de 25 cidades italianas vivem um dia de caos nesta sexta-feira (14) devido a uma greve geral de 24 horas convocada por sindicatos de base para protestar contra as políticas e reformas impostas pelo primeiro-ministro, Matteo Renzi, e pela União Europeia (UE).

 

Os sindicatos Cobas, Cud, Usi e ADL Cobas organizaram uma paralisação de serviços públicos e privados como forma de pressionar o governo contra a reforma trabalhista apresenta por Renzi, que altera os parâmetros de demissões e contratações de funcionários.

 

O projeto de reforma tem sido amplamente contestado pelas organizações sindicais italianas, mas é visto como um instrumento para impulsionar a economia do país, que sofre com a recessão.

Renzi, que assumiu o governo em fevereiro de 2014, tinha prometido aprovar todas as reformas necessárias para destravar o sistema econômico e social da Itália, mesmo sendo impopulares. Outros projetos, como a Lei de Estabilidade e a reforma educacional, também têm alterado os ânimos dos italianos.

 

As organizações sindicais prevêem realizar uma série de manifestações ao longo desta sexta-feira, que devem atrair também estudantes, migrantes e trabalhadores. A previsão de público é de três mil pessoas somente na capital do país.

 

Em Roma, as autoridades reforçaram os esquemas de segurança em vista dos mais de 10 protestos programados para ocorrer ao longo do dia. Logo no início do primeiro cortejo pela capital, manifestantes lançaram ovo e sinalizadores contra a sede do Ministério da Economia Um dos setores mais afetados pelas greves é o de transporte.

 

Diversos trens tiveram horários alterados e partidas canceladas. Nos trens metropolitanos, o serviço operará no horário de pico, das 18h às 21h. Durante o período da manhã, das 6h ás 9h, os trens também circularam. O trecho entre Roma e o aeroporto de Fiumicino será feito com o trem "Leonardo Express".

 

Outros tipos de transportes públicos de Roma, como os ônibus, foram alterados por conta das paralisações. Na cidade de Milão, a maior parte dos serviços de transporte não operará normalmente nem nos horários de pico.

 

Confrontos

 

Na cidade de Padova, vários manifestantes e policiais ficaram feridos em confrontos realizados em frente à universidade da cidade quando o grupo quis seguir até a sede do comitê político do Partido Democrático, que é liderado pelo premier. Já em Milão, os confrontos ocorreram entre estudantes e forças de segurança quando um grupo de pessoas tentou romper o cordão de isolamento.

 

Em Turim, a confusão foi causada porque a polícia apreendeu fogos de artifícios, bombas e paus com os manifestantes. Em Roma, durante um protesto em frente ao Ministério da Economia e de órgãos públicos, os policiais fizeram cordões de isolamento para evitar maiores danos ao patrimônio público - especialmente quando eles chegaram próximos ao Coliseu. (ANSA)

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