Com prefeito, Parada Gay reúne milhares em Roma

Segundo organizadores, 250 mil pessoas participaram da marcha

Parada Gay reúne milhares em Roma (foto: ANSA)
16:36, 13 JunROMA ZLR

(ANSA) - Milhares de pessoas participaram neste sábado (13) da Parada Gay de Roma, evento que contou inclusive com a presença do prefeito Ignazio Marino, um dos principais defensores das causas homossexuais na Itália.
    Segundo os organizadores, pelo menos 250 mil indivíduos estiveram na manifestação, mas não há nenhum número oficial que comprove essa estimativa. "É um dia importante para os direitos. A política deve dar respostas a uma sociedade que muda", escreveu no Twitter a presidente da Câmara dos Deputados italiana, Laura Boldrini, que esteve recentemente no Brasil.
    A marcha também foi marcada por cobranças ao governo do primeiro-ministro Matteo Renzi por um projeto que legalize as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, o que ainda não é permitido no país. Há meses, o Executivo fala em levar esse tema ao Parlamento, mas o fato é que a prioridade tem sido dada a reformas políticas e econômicas, e não sociais.
    "A atual discussão parlamentar não me satisfaz de modo algum. Estamos em um mundo que roda rapidamente em direção aos direitos, que não podem ser concedidos a conta-gotas", declarou o governador da Púglia, Nichi Vendola, homossexual assumido.
    Já o prefeito Marino comemorou o sucesso da parada e exaltou as medidas de sua administração em benefício desse segmento da sociedade. "Roma, a nossa capital, cidade do acolhimento, cidade que acredita no amor, fez algumas promessas à comunidade aqui representada nesta tarde e as manteve. Fizemos nossa parte, e hoje é um dia de festa", ressaltou.
    Na marcha do ano passado, o chefe municipal prometera estudar uma forma de reconhecer em Roma os matrimônios entre pessoas do mesmo sexo contraídos em outros países da União Europeia. Meses depois, o próprio Marino passou a aceitar na cidade casamentos homossexuais celebrados no exterior, decisão que abriu uma enorme polêmica com o Ministério do Interior, controlado pelo conservador Angelino Alfano.
    O caso foi parar até na Justiça, mas, em março passado, um tribunal deu razão ao prefeito e permitiu que ele continuasse seu projeto. (ANSA)

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