Deputado faz greve de fome por união civil gay

Ivan Scalfarotto cobra aprovação de lei sobre o tema

Ivan Scalfarotto, de 49 anos, disse que está tomando apenas dois cappuccinos por dia
Ivan Scalfarotto, de 49 anos, disse que está tomando apenas dois cappuccinos por dia (foto: ANSA)
19:48, 03 JulROMA ZLR

(ANSA) - Homossexual assumido, o deputado italiano Ivan Scalfarotto, 49 anos, iniciou uma greve de fome para cobrar a aprovação de uma lei que regularize as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo no país.
    O político é membro do centro-esquerdista Partido Democrático (PD) - liderado pelo primeiro-ministro Matteo Renzi - e também ocupa o cargo de subsecretário de Estado para as Relações com o Parlamento. "Desde segunda-feira [29], só tomo dois cappuccinos por dia. O fato é que não conseguia mais fingir, seguir com o meu trabalho como de costume, mediando, passando de lado, com fair play", declarou.
    Segundo ele, a greve de fome só será interrompida quando for fixada uma data para votar uma lei sobre o tema, nem que seja "daqui a dois meses". "O importante é que isso aconteça", acrescentou.
    Há tempos, o governo Renzi fala em levar ao Parlamento um projeto que legalize as uniões civis homossexuais na Itália. No entanto, o fato é que a prioridade tem sido dada a reformas políticas e econômicas, e não a questões sociais.
    Além disso, o PD tem como aliado no Executivo o Nova Centro-Direita (NCD), pequeno partido conservador que garante sua maioria no Parlamento e que tem atuado para atrasar a tramitação da iniciativa. O seu principal líder, Angelino Alfano, que é ministro do Interior, já ameaçou até abandonar o governo caso a união civil fosse aprovada, o que poderia derrubar o gabinete de Renzi.
    Nesta sexta-feira (3), a vice-secretária do PD e governadora da região de Friuli-Veneza Giulia, Debora Serracchiani, afirmou que o partido está empenhado em aprovar a lei o mais rápido possível. "Scalfarotto não é apenas um colega de partido, mas também um caro amigo. Mando a ele um abraço com a promessa de que iremos até o fim", disse. (ANSA)

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