Senado paralisa discussões sobre união civil gay

Tema levou à condenação do país por corte de direitos humanos

Casal comemora transcrição pela Prefeitura de Roma de matrimônio celebrado no exterior
Casal comemora transcrição pela Prefeitura de Roma de matrimônio celebrado no exterior (foto: ANSA)
08:16, 23 JulROMA ZLR

(ANSA) - Condenada pela Corte Europeia de Direitos Humanos por não permitir a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a Itália paralisou nesta quarta-feira (22) a análise de um projeto de lei sobre a questão devido ao atraso na entrega de um documento pelo governo.

 

Na semana passada, o centro-esquerdista Partido Democrático (PD), liderado pelo premier Matteo Renzi, havia anunciado uma "aceleração" na tramitação no Senado de uma iniciativa que legaliza as uniões homossexuais no país. Contudo, como o Ministério de Economia ainda não disponibilizou um documento sobre a cobertura financeira da medida, as discussões na Comissão de Justiça da Câmara Alta foram interrompidas.

 

Mesmo assim, a expectativa é que o texto seja votado em plenário antes da pausa legislativa de verão, no início de agosto. "O prazo do debate sobre as uniões civis já expirou. O Parlamento não pode ignorar essa questão ou colocá-la em segundo plano", declarou a presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, do partido Esquerda, Ecologia e Liberdade (SEL), que faz oposição ao governo.

 

Renzi quer que o projeto - que depois deve ser apreciado pela Câmara - vire lei antes do fim do ano e com o apoio de legendas de fora da base aliada. Isso porque uma das siglas de sua coalizão, a conservadora Nova Centro-Direita (NCD), é contra a medida.

 

O seu principal líder, Angelino Alfano, que é ministro do Interior, já ameaçou até abandonar o governo caso a união civil for aprovada, o que poderia derrubar o gabinete do premier. (ANSA)

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