Travessias mataram 2 mil neste ano no Mediterrâneo, diz OIM

Cálculo supera a média para o mesmo período de 2014

Travessias mataram 2 mil neste ano no Mediterrâneo, diz OIM (foto: ANSA)
10:30, 05 AgoROMA ZBF

(ANSA) - Mais de dois mil imigrantes morreram desde o início do ano na travessia do Mar Mediterrâneo, informou nesta terça-feira (4) a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

No mesmo período do ano passado, 1.607 pessoas faleceram, contra os 3.279 registrados em todo o ano de 2014. A maior parte das vítimas faleceu ao tentar cruzar o Canal da Sicília, que liga a Itália à Líbia e é considerada uma das principais portas de entrada para a Europa.

"De acordo com as estatísticas, a rota central do Mediterrâneo é a mais perigosa", disse a OIM, ressaltando que, em 2015, a Itália e a Grécia registraram um fluxo parecido de imigrantes, mas 1.930 pessoas morreram ao tentar chegar ao primeiro país e somente 60 faleceram em destino ao território grego.

"É inaceitável que no século 21 as populações que fogem de conflitos, perseguições e miséria tenham que suportar essa terrível experiência para morrer às portas da Europa", disse o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing. A entidade também calculou que 188 mil pessoas foram resgatadas em operações no Mar Mediterrâneo desde janeiro desde ano.

Há anos, a Itália, principalmente a ilha de Lampedusa, no sul do país, sofre com naufrágios de embarcações ilegais que tentam alcançar o território europeu. Em 2013, um acidente provocou a morte de mais de 360 pessoas e se tornou uma das principais tragédias locais. Desde então, o governo italiano faz apelos para que a União Europeia adote medidas conjuntas para resolver a crise, apesar da resistência de países como a França.

Atualmente, o bloco analisa uma série de medidas baseadas no conceito de "responsabilidade compartilhada", as quais prevêem a criação de uma força-tarefa marítima para interceptações de barcos ilegais e prisão de traficantes de seres humanos, além da redistribuição dos estrangeiros em países da UE. (ANSA)

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