Itália prende 8 pessoas por tráfico de pessoas e homicídio

Eles estavam em barco onde 49 pessoas foram encontradas mortas

Grupo foi resgatado em alto mar pela Marinha da Itália
Grupo foi resgatado em alto mar pela Marinha da Itália (foto: ANSA)
13:06, 18 AgoROMA ZGT

(ANSA) - A Polícia de Estado e a Guarda de Finanças de Catânia prenderam oito pessoas, entre elas um menor de idade, por serem os supostos traficantes de seres humanos do barco encontrado à deriva no último sábado (15). Além das 312 pessoas a bordo, foram encontrados 49 cadáveres no porão da embarcação de 14 metros.

 

Os detidos são acusados de favorecimento da imigração clandestina e de homicídio múltiplo. Segundo os investigadores, eram eles os responsáveis por distribuir água, dividir os refugiados e por manter a ordem do elevado número de pessoas na travessia.

 

Essa "ordem" era mantida através da violência, com distribuição de socos, pontapés, bastões e cintos e as principais vítimas eram aquelas pessoas que tentavam sair do porão, onde estavam "amassadas" umas sobre as outras e onde morreram por asfixia e pela inalação de gases do motor.

 

A embarcação, que saiu da Líbia, foi encontrada a 21 milhas náuticas do país pelos marinheiros militares italianos. Todos chegaram ontem (17) ao porto de Catânia, em uma mega operação de instituições voluntárias e de ajuda humanitária e da Guarda Costeira da Itália.

 

Novos números da imigração

 

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou hoje novos números sobre a questão dos refugiados na Grécia. Assim como a Itália, o país é uma das maiores portas de entrada da imigração ilegal na Europa.

 

Até o dia 14 de agosto deste ano, chegaram 158.456 pessoas pelo Mar Mediterrâneo ao país e outras 1.716 atravessaram a pé a fronteira com a Turquia, fazendo com que os gregos recebessem 160.172 imigrantes só em 2015.

 

A maior parte dos refugiados são sírios (82%), afegãos (14%) e iraquianos (3%). Segundo o porta-voz da Acnur, William Splinder, afirmou que os números "confirmam que a maioria deles devem ser qualificados como refugiados".

 

O número total de pessoas que atravessaram o Mediterrâneo nos primeiros oito meses do ano já passam dos 264.500 pessoas, dos quais 158.456 foram para a Grécia, cerca de 104 mil para a Itália, 1.953 à Espanha e 94 para Malta. (ANSA)

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