Navios resgatam quase 3 mil imigrantes no Mediterrâneo

Foram socorridos ao menos sete barcos e 16 botes

Imagem da Marinha Militar da Itália mostra resgate de imigrantes (foto: ANSA)
16:15, 22 AgoROMA ZLR

(ANSA) - Ao menos sete barcos e 16 botes superlotados de imigrantes clandestinos foram interceptados neste sábado (22) por navios italianos e europeus perto da costa da Líbia, no mar Mediterrâneo. Ao todo, as embarcações levavam quase 3 mil pessoas

 

As operações de resgate envolveram dois navios da Guarda Costeira de Roma - que coordena as intervenções -, um norueguês, quatro barcos da Capitania dos Portos da Itália, além de meios da Marinha Militar e da Guarda de Finanças do país.

 

Os imigrantes salvos estão sendo levados para portos na Sicília. Quase diariamente, embarcações clandestinas partem da costa da África rumo ao sul da Europa. Como o território italiano está a apenas 100 km de distância por mar, acaba sendo o principal destino dessas viagens.

 

Frequentemente, os barcos afundam e causam grandes tragédias, como a do último dia 18 de abril, que fez cerca de 700 vítimas. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 2 mil pessoas já morreram em 2015 tentando cruzar o Mediterrâneo.

 

Macedônia

 

Em outro foco da crise migratória que assola a região, cerca de 2 mil clandestinos conseguiram cruzar neste sábado a fronteira entre Grécia e Macedônia, apesar das tentativas da polícia do país balcânico de bloquear o fluxo.

 

Nos últimos dias, as forças de segurança macedônias reforçaram seus aparatos na divisa, mas ainda assim não tem sido suficiente para contar os imigrantes que chegam à região. Desta vez, o caos começou quando a polícia deixou passar um reduzido grupo de pessoas com crianças pequenas. Em determinado momento, a multidão bloqueada começou a avançar contra o cordão de segurança dos agentes, rompendo a barreira.

 

Muitos dos indivíduos que desembarcam na Grécia têm como objetivo atingir a Macedônia, onde esperam pegar um trem superlotado para a Sérvia. Lá, os imigrantes tentam alcançar a União Europeia novamente, através da Hungria. (ANSA)

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