Renzi estuda manobra de 25 bi em Lei de Estabilidade

Premier italiano quer aumentar investimentos e corte de despesas

Matteo Renzi planeja usar déficit para aumentar investimentos no país
Matteo Renzi planeja usar déficit para aumentar investimentos no país (foto: ANSA)
20:42, 09 SetROMA ZLR

(ANSA) - Enquanto no Brasil a presidente Dilma Rousseff luta para cobrir um déficit de mais de R$ 30 bilhões no Orçamento de 2016, o governo do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, pretende realizar uma manobra de 25 bilhões de euros (R$ 106 bilhões) na sua Lei de Estabilidade para o ano que vem.
    A orientação do premier é a de obter esse recurso "utilizando da melhor maneira possível os espaços derivados da revisão de despesas [públicas], do maior crescimento [da economia] e da flexibilidade [das regras europeias]".
    Segundo Renzi, os países que "mais correm" são aqueles que investem, ainda que elevando um pouco seu déficit. Nos planos do governo, o corte de gastos deve provocar uma economia de 10 bilhões de euros em 2016. A esse valor, se acrescentam os 6 bilhões provenientes da flexibilidade das normas concedida pela União Europeia devido às reformas que a Itália está fazendo.
    Ainda faltariam 9 bilhões de euros, que seriam obtidos por meio de investimentos - principalmente no sul do país - para impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto e de um aumento na relação déficit/PIB. Até o momento, Roma projeta esse valor em 1,8% para 2016, mas o gabinete do primeiro-ministro já estuda elevá-lo para até 2,6%, já beirando o limite de 3% imposto por Bruxelas.
    Ao lado do Orçamento, a Lei de Estabilidade é um dos documentos responsáveis por regular a vida econômica da nação ao longo do ano. Ela também indica como a Itália irá respeitar as normas da UE, como o limite de 60% do PIB para a dívida pública nacional e o déficit máximo de 3%. (ANSA)

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