Parlamento começa a discutir união civil gay

Projeto chega ao Senado nesta quarta-feira (14)

Grupo protesta em Turim em favor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo
Grupo protesta em Turim em favor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo (foto: ANSA)
18:18, 13 OutROMA ZLR

(ANSA) - Motivo de tensões na base aliada do primeiro-ministro Matteo Renzi, o projeto de lei que autoriza as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo na Itália começará a ser discutido no Senado nesta quarta-feira (14).
    Um dos principais partidos da coalizão governista, o conservador Nova Centro-Direita (NCD), é contra um dos itens do projeto, aquele que permite a adoção do filho biológico do parceiro ou da parceira por parte do cônjuge. Ainda assim, o texto continua proibindo que casais homossexuais adotem crianças.
    Segundo o ministro do Interior Angelino Alfano, líder do NCD, os pequenos "têm direito a uma mãe e a um pai". No passado, o conservador já até ameaçara abandonar a coalizão de Renzi caso fosse aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tema que não deve entrar na pauta do Parlamento por enquanto.
    Já o primeiro-ministro, que pertence ao centro-esquerdista Partido Democrático (PD), prometeu dar "liberdade de consciência" para seus correligionários votarem. Contudo, o texto que será levado ao Senado é fruto de um amplo acordo dentro da sigla e deve ser apoiado por ela.
    "Espero que se possa discutir sobre as uniões civis sem tons de furor ideológico, mas tentando encontrar um ponto em comum", disse o premier. (ANSA)

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