Após ataques, Renzi sai em defesa de refugiados

Líder italiano disse que não se pode confundi-los com radicais

Solicitantes de refúgio fazem fila por comida na ilha grega de Lesbos
Solicitantes de refúgio fazem fila por comida na ilha grega de Lesbos (foto: EPA)
20:29, 16 NovROMA ZLR

(ANSA) - Na linha de frente da maior crise migratória desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afastou o discurso do medo fortalecido em alguns países da Europa por conta dos atentados da última sexta-feira (13) em Paris e disse que é "muito fácil" falar que refugiados são iguais a terroristas.

 

Nos últimos anos, pululam por toda a União Europeia movimentos anti-imigração, inclusive na Itália, onde há o partido de extrema-direita Liga Norte, e na França, onde essa ideologia é representada pela Frente Nacional, de Marine Le Pen. E os ataques na "cidade luz" podem reforçar o discurso desses grupos, principalmente porque um dos suicidas que se explodiram nos arredores do Stade de France seria um solicitante de refúgio sírio.

 

"É fácil dizer que refugiados são iguais a terroristas, mas o ponto é que quase todos os refugiados estão fugindo daqueles animais vistos em ação nas nossas cidades", declarou Renzi, fazendo referência aos atentados em Paris, que mataram ao menos 129 pessoas.

 

Além disso, o premier disse que os italianos serão capazes de usar "punho de ferro" contra quem não respeita as leis. "Em um ano, a Itália expulsou 55 pessoas suspeitas de serem extremistas", acrescentou o chefe de governo, que participa de uma reunião do G20 na Turquia. (ANSA)

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