Opositores apresentarão pedido de destituição de Renzi

Solicitação tem como base a liquidação de 4 bancos populares

Matteo Renzi participa do programa 'Porta a Porta', na Itália (foto: ANSA)
08:01, 16 DezROMA ZGT

(ANSA) - O líder do partido Força Itália na Câmara dos Deputados, Renato Brunetta, anunciou que apresentará nesta quarta-feira (16) uma moção de desconfiança contra o governo de Matteo Renzi por causa da liquidação de quatro bancos populares.

 

Até agora, outros dois partidos de oposição - o Movimento Cinco Estrelas (M5S) e a Liga Norte - haviam apresentado apenas moções pedindo a saída da ministra para as Reformas e as Relações com o Parlamento, Maria Elena Boschi, por causa do mesmo problema.

 

Toda a crise foi causada após a revelação de que o idoso Luigino D'Angelo, 68 anos, suicidou-se por causa da falência do Banco Popular da Etruria. A instituição, ao lado dos bancos Marche, CariChieti e Cassa Ferrari, estava sob intervenção do Bankitalia (o banco central do país) e foi liquidada por um decreto do governo em novembro.

 

A acusação contra Boschi é causada pelo fato do pai da ministra, Pier Luigi, ter sido o vice-presidente do Etruria por oito meses antes da falência. Segundo a oposição, há um "conflito de interesses" se a italiana continuar no cargo.

 

"Boschi é uma filha deste governo, um filha do conflito de interesses, mas quem tem o maior conflito de interesses é o presidente [do Conselho de Ministros] Renzi", destacou Brunetta - que é um dos maiores expoentes da sigla criada por Silvio Berlusconi.

 

Já o líder do xenófobo Liga Norte, Matteo Salvini, afirmou à "Radio 24" que "a morte do aposentado é fruto de um escolha do governo e ele se suicidou porque perdeu tudo por culpa de um decreto demente. É um suicídio de Estado que está na consciência de Renzi".

 

Após a série de ataques, a ministra respondeu com tranquilidade aos jornalistas sobre o caso. "Vamos discutir isso durante a sessão, votaremos e depois vemos o que decidiu a maioria", ressaltou Boschi. Por sua vez, Renzi afirmou que a moção de desconfiança será "um gol contra" e garantiu que não fará nenhuma reforma ministerial.

 

Padoan defende instituições italianas

 

Em defesa de Boschi, o ministro da Economia, Pier Carlo Padoan, acredita que ela "sairá ainda maior [do caso] porque não tem nada a esconder".

 

"As instituições são sólidas e tenho confiança plena no Bankitalia e no Consob [que gerencia a Bolsa de Valores]. A atividade de intervenção não está em discussão", afirmou o ministro sobre o caso dos quatro bancos populares. (ANSA)

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