Para Renzi, 2015 foi melhor do que a Itália esperava

2015 foi o ano das reformas e 2016 será o dos valores, disse

Para Renzi, 2015 foi melhor do que a Itália esperava (foto: ANSA)
09:42, 30 DezROMA ZSG

(ANSA) - Durante a tradicional coletiva de imprensa de final de ano, realizada nesta terça-feira, dia 29, o premier italiano, Matteo Renzi, disse que 2015 foi melhor para a Itália do que o governo esperava.

"O ano de 2015 foi melhor que o de 2014", disse o primeiro-ministro, acrescentando que "ultrapassou nossas previsões". "Foi um bom ano, enfrentamos alguns dos nossos maiores desafios com resultado positivo", afirmou.
   

 

 Ele destacou que o crescimento da Itália não está mais estagnado. "Eles costumavam dizer que a Itália estava em estado permanente de estagnação. Mas, se olharmos os dados, podemos ver o sinal positivo voltando a crescer".
   
Segundo previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) da Itália deve crescer ao menos 0,8% neste ano, o que ultrapassa as expectativas iniciais.
   
Para Renzi, os índices de desemprego "continuam muito altos", no entanto, apesar de terem caído 11,5% no último ano.
   
Ainda segundo ele, "se 2015 foi o ano das reformas, 2016 vai ser o ano dos valores", uma vez que sua reforma de orçamento "colocou o dinheiro nas escolas, universidade, cultura e serviços aos cidadãos".

Reformas

O premier explicou que planeja convocar um referendo sobre a reforma constitucional, uma de suas bandeiras, em outubro de 2016. A mudança legislativa precisa antes ser aprovada pelo Parlamento, no entanto.
   
Ainda segundo ele, a reforma eleitoral promovida por seus aliados neste ano, conhecida como "Italicum", é uma "obra prima parlamentar". A medida, que entrará em vigor a partir de julho de 2016, vai impor uma série de mudanças no sistema eleitoral vigente na nação. A principal delas é a concessão de um "prêmio de maioria" ao partido ou coalizão que obtiver 40% dos votos em um pleito. Se ninguém conseguir alcançar esse patamar, será feito um segundo turno entre os dois grupos mais votados para definir quem terá direito ao bônus. (ANSA)

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